Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo

4 de julho de 2017

No curso de modelagem do vestuário, o qual eu faço, há essa disciplina de desenho técnico em que a moral é, tã-nã-nã, desenhar de forma técnica a roupa a ser feita. Geralmente é no computador, e a gente ainda vai passar por esse meio, mas as primeiras aulas foram destinadas a aprender a desenhar na mão o básico, inclusive pra se ter alguma noção de movimento, caimento, quantidade de tecido...


Acredito que mais de 10 anos se passaram desde que desanimei de desenhar. Quando era mais nova vivia em função disso, mas aos poucos fui me interessando por outras coisas e deixando de lado o lápis. Não sou e nunca fui boa nisso, mas a sensação de ver algo acontecendo na folha até antes branca é uma maravilha.


Meus desenhos antigos nunca eram pintados, porque nunca soube como proceder, mas essas poucas aulas de desenho me animaram a pelo menos tentar. Fiz esse desenho de patins e pintei com lápis aquarela. Ainda não tenho as tintas, mas super quero num futurinho aprender essa técnica. <3

Pipa, pandorga, raia, papagaio

29 de junho de 2017
Foi nesse domingo, 14 de maio de 2017, que aprendi a empinar pipa. Bem, sempre falei "pipa", mas assistia sempre o programa Pandorga e sei que em outros lugares chamam também de raia e papagaio. Mas no fim é tudo a mesma coisa, não é? Um pedaço de papel e varetas presos por um barbante suspensos no céu.

Namorado me ajudou. Eu não sabia como fazer. Nos enrolamos demais para desenrolar, a ponto de quase desistir de tantos nós que se formaram, mas aí veio o vento, e a gente correu, e a pipa levantou voo. Tínhamos duzentos metros de linha, e todos os duzentos metros de linha ficaram esticadinhos, até não poder mais. O céu azul azul azul do sul ganhou um ponto de cor. Foi bonito ver alguns pássaros em grupo passando bem abaixo da pipa e foi engraçado ver alguns adolescentes apontando os dedos para cima com uma expressão de wow! estampada na cara.

Me senti sendo jovem feito propaganda, com os raios do por-do-sol atravessando a embalagem de vidro de Coca-Cola. Foi um dia bonito.

* * *

Não tirei foto no dia. Tinha esperanças que fizesse outro dia de fim de semana tão bonito quanto aquele para poder registrar. Pois é, não rolou.

Eu queria essa jaqueta

10 de maio de 2017

Dia desses a aula acabou mais cedo e inventei de passar no shopping ao lado do meu curso. Fui pra Renner porque sim e lá encontrei essa jaqueta. AH, essa jaqueta. Foi amor à primeira vista por essa jaqueta. Sei que o militar camuflado está em alta entre as blogueirinhas, mas o militar que ganha meu coração é aquele do século XVIII, cheio dos botõezinhos e frescurinhas em dourado. Joguei mochila e tudo no chão para provar e me aprovar em frente ao espelho do corredor da loja. Ficou tão bem em mim, né? Tão difícil roupa na categoria adulta ficar bem em mim, principalmente na parte dos ombros, que costumam boiar em meio a tanto pano que sempre sobra para os lados. Mas nessa jaqueta da ala adulta serviu em mim, serviu nos meus ombros, serviria no meu armário com todas minhas roupas. Mas nem tudo tem um final feliz.

É sempre perigoso amar uma coisa antes de ver a etiqueta porque costuma te fazer mal e causar pensamentos durante o dia tipo POR QUEEE??. Geralmente tenho a regra de apenas admirar algo após ver a etiqueta, porque só assim posso classificar a tal coisa como acessível, talvez ok ou apenas uma piada de mau gosto. Infelizmente nesse caso não segui minha própria regra e ignorei a etiqueta gritando CORRE QUE TÁ CARO D+, mas quando notei já estava apaixonada.

Obviamente cogitei fazer em 4 vezes no cartão da Renner, mas voltei outro dia para analisar timtim por timtim a peça e notei um defeitinho num dos ombros. Tinha apenas um 36 no cabide, então era ou levar com defeito ou não levar. Razão e bolso falaram mais alto. Não levei. Fiquei triste.

P.S.: Eu que fiz o vestido que estou usando na foto!
 

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