It's gift time! - diarinho #3

21 de dezembro de 2017

Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Um pouco mais de dois meses atrás fui assaltada. Levaram a mochila com todas as coisas do curso modelagem, minha pasta cheia de moldes (tudo bem organizado) e as réguas, que juntas somam uma pequena fortuninha. Levaram chaves, levaram o suéter favorito do meu namorado, levaram os imãs bonitos que minha irmã trouxe da Dinamarca e eu usava clandestinamente para recolher os alfinetes espalhados pela mesa. Levaram também meu celular, que estava mais para lá do que para cá mas ainda funcionava e o mais importante: era meu. Desde então divido o celular com minha mãe, que também não é lá aquelas coisas, mas é possível ligar então tamo aí.

Aí teve Black Friday, e teve promoção boa, e teve compra no boletão. Estou no aguardo dos Correios, que deveriam entregar no serviço do Bruno, mas os espertos estão aparecendo lá depois do horário comercial, quando não há ninguém para receber. Assim dificulta, né.

* * *

Ontem foi o último dia de aula antes das férias. Não era aula-aula de verdade, a professora só daria as devolutivas (conversar com a professora sobre os pontos fortes e fracos do desempenho em aula, devolução do projeto final e nota – tirei A!!!), depois amigo secreto e comidas. Eu dei dois pares de meias fofas para a Mari S. e recebi uma blusa cropped muito linda da Eli G. Depois que todo mundo foi embora, fui para a sala de costura terminar o casaco de moletom. Ficou ridículo, mas consegui. Ainda bem que não depositei muitas esperanças nele nem gastei um tostão com materiais, usei tudo que tinha ganho da minha tia que costura. Sorte.


Quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Percebi o quanto fiquei cagona com o passar do tempo. Quando criança sempre fui uma menina ativa, sem medo de nada, de viver em cima de todas as árvores do mundo, pular de qualquer altura, subir pelas cortinas. Hoje meu pai estava no telhado e precisou que eu alcançasse uma ferramenta para ele. Para realizar tal feito eu só precisava subir uma escada de madeira feita em casa e bem longe do Inmetro. Subir foi tranquilo, peguei impulso e quando vi estava lá, mas descer… meu Deus… DESCER. Como foi difícil. Coração ficou na boca e achei que aquela seria a minha morte por motivo besta.

Tô com vergonha de admitir para a Marina de 8 anos que me tornei o que mais temia (na época): uma adulta fresca e com medo de altura.

* * *

CELULAR CHEGOU!!!!!! Finalmente, não aguentava mais a espera do dito cujo. É um Moto G5s comprado na promoção da Black Friday. Meu namorado tá com tanto olho pra cima dele do tanto que achou bonito que se quebrar já sei de quem foi a culpa.

* * *

Ontem eu e Bruno fomos no cinema ver Star Wars: Os Últimos Jedi. Achei que fizeram um ótimo material para produção de muitas fanfics mundo afora. Tem arminhas e comédia romântica na medida certa – fora que FINALMENTE tem capanga do mal que luta de verdade. O sorriso da Daisy Ridley sempre me abala.

Teas & dogs - diarinho #2

11 de dezembro de 2017
Domingo, 10 de dezembro de 2017

Talvez eu tenha virado vó antes mesmo de ter filhos: comprei dois pares de meia para minha amiga secreta. Para minha defesa posso dizer que esse item estava na lista de desejos dela. Espero que goste. Tô morrendo de sono e preguiça de embrulhar.

Modelei e costurei quase todo o casaco de moletom. Só não consegui terminar porque minha máquina de costura doméstica que já está uma senhora não aguentou o tranco de costurar três camadas de tecido grosso. Vou precisar costurar o que falta lá no curso, com as máquinas industriais.

Terminei de ver O Justiceiro e também Stranger Things. Outro dia vi Animais Fantásticos e Onde Habitam. Coisas legais, mas nada que ficasse favoritado no meu coraçãozinho. Cada vez vejo menos filmes e mais séries e não sei se gosto disso. Série é legal, mas é rotina, novela. Filme é outra vibe.

Também pela primeira vez na vida entrei numa loja de chás e fiquei ENCANTADA. Nunca senti tanto cheiro bom na vida. A moça simpática que atendeu mostrava as latas cheias de chá à granel pra gente (eu e namorado) cheirar e meu Deus? Que coisa maravilhosa??? Nunca fui tea person porque sempre associei o ato de tomar chá com ficar doente – graças a minha mãe, que sempre me entupiu de chá de tudo quanto é folha de árvore quando ficava gripada. No fim compramos 50 gramas de dois chás diferentes, que agora não recordo o nome. Foi uma fortuna, mas uma fortuna cheirosa.

Catarina, a Grande

Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Hoje foi o primeiro dia que Catarina, nossa filhotona, saiu de casa para passear. Moramos no quarto andar, o último, num prédio antigo sem elevador, ou seja, para a menina descer com as próprias perninhas roliças, foi preciso primeiro aprender a subir e descer as escadas. Os primeiros passos foram completamente desajeitados porque ela simplesmente não sabia lidar com a situação, mas depois quase pegou o jeito e saiu correndo na nossa frente até o portão da frente.

De lá em diante foi só festa. Caminhamos na frente de uns condomínios caros que tem na vizinhança e também numa praça logo ao lado. O Bruno guiou Catarina e eu corri à frente, chamando ela. Tenho certeza que corri mais hoje que todo o resto desse ano. De todas as pessoas que vimos na rua, nenhuma ficou indiferente. A doguinha também foi balançando o rabinho e sorrindo para todo mundo. Teve até gente que abriu a janela do carro em movimento com o sorriso maior que o mundo e gritou LINDAAA. Me senti muito mãe de celebridade.

Finge que isso aqui é uma Moleskine - diarinho #1

7 de dezembro de 2017
Quinta-feira, 07 de dezembro de 2017

Sinto falta de escrever. Talvez não falta de verdade, porque tenho consciência que nunca escrevi tão bem assim (demorei uma faculdade para descobrir isso) e a vida me fez perceber que acho um saco escrever de uma forma geral. Dito isso, gosto de olhar para textos antigos e saber exatamente o que eu estava sentindo enquanto escrevia. É disso que gosto e sinto falta.

* * *

Tenho várias coisas pendentes aqui e muitas preguiças acumuladas. Vejamos: minha irmã vem para casa dos meus pais amanhã, sexta-feira, pela primeira vez depois de quase um ano morando no interior. Tenho que arrumar o quarto – antes também dela – tá uma zona, é o lugar em que faço meus trabalhos, tem papel e tecido e bagunça por tudo. Também preciso transformar uma saia em um calção, como vou fazer isso ainda não sei, mas precisa ser até sábado. Tem a regata da minha mãe que preciso terminar. Tem o molde de um casaco de moletom a ser feito, e preciso cortar o tecido e costurar e deixar tudo pronto até segunda (com a ficha técnica). E aaaah, nesse final de semana ainda preciso comprar um presente para minha amiga secreta. Amei que na lista de presentes ela foi bem clara nas coisas que gostava, mas de um modo geral eu nunca sei presentear ninguém. E a conta de luz, preciso pagar a conta de luz.

E ah, não deixei registrado ainda em nenhum lugar, mas agora vai: mudamos de apartamento dentro do mesmo condomínio. É maior, mais iluminado, mais ventilado, mais bonito porém com o mesmo valor. Ótimo. O que não tá ótimo é a vontade de fazer muitas coisas e acabar sempre deixando para depois. Quero lixar a estante da sala, a penteadeira do quarto e o armário da cozinha, porque é tudo antigo de brique e precisa de uma repaginada, mas e o tempo? E a vontade? E o pó que sai da lixa e vai direto no pulmão? Mas sou confiante e uma hora isso acontece.

E mais um ah!: tenho agora uma cachorrinha, coisa que nunca tive antes na vida. Pegamos ela porque mudamos para um apartamento maior e com varanda (esqueci de mencionar a varanda lá em cima – foi o fator que realmente fez a gente mudar). É uma golden retriever, tem 2 meses e meio e já tá perto dos 10kg. É uma cavala fofa e cagona. Talvez ela seja o nosso teste de responsabilidade antes de ter filhos? Fica o suspense no ar.

Jesus amado, eu to ficando velha.
 

Follow by Email

Theme e conteúdo por Marina R. - © Marina's Journal 2011 ~ 2017