Diálogo existencial

25 de agosto de 2011

Uma conversa meio tosca, por assim dizer, com a minha Vida. Ah, tão adorável Vida.
— Olha, Vida, só não digo que tu tá um lixo, porque lixo ainda dá pra reciclar e fazer alguma coisa útil, coisa que de longe tu não é.
— (Vida) Mas eu fosse lixo orgânico, o que faria?
— Af Vida, além de inútil é burra. Lixo orgânico dá pra fazer adubo, dã.
— Ah tá. Mas adubo dá pra fazer com merda também, não é?
— Chata, burra e desagradável. Então tá bom. Se quer ser uma merda também, que seja.
— Porque tu é tão chata comigo, hein?
— Eu gosto de encher o saco de quem eu amo. E né, eu não vivo sem você, Vida.
Mas que linda declaração a minha para a Vida, não é? Ai, ai. Como isso aqui dentro tá uma bagunça. Gente vai, gente vem, e nisso acabam nem notando que um furação é muito fácil de ser feito quando tudo que se tem é leve demais para voar por aí e me deixar confusa. Acho que vou acabar assistindo essa tempestade do lado de fora, um pouco longe de tudo. Talvez só como espectadora da minha Vida eu possa até rir de mim mesma, não é?
  1. É bem assim mesmo. Às vezes a gente cansa da vida, cansa da gente, mas uma hora a gente percebe o quanto a vida é boa com a gente e que temos que retribuir, cuidar da vida e cuidar da gente.
    Também gostei do teu cantinho aqui.
    Ah, e obrigada por visitar e seguir. Retribui também, beijoos.
    ótimo final de semana.

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