Diga como me vês, amor

20 de agosto de 2011

Se tem uma coisa que eu fico pensando quando não tenho nada o que fazer (quase sempre, posso dizer) é ficar imaginando como as pessoas me enxergam, que imagem passo ou, então, o que sou na vida delas. Tem muita pessoa que eu converso e acho legal, mas se fosse "classificar" em algo, diria (para mim mesma somente, odeio classificar pessoas para os outros) Ah, não passa de conhecido. No entanto, tem aquelas pessoas que, mesmo que eu mal tenha conversado ou nem tenha intimidade para isso, dá vontade de quase gritar Quer ser meu amigo? Talvez seja defeito meu, mas tenho o costume de achar que as pessoas sempre vão pensar da mesma maneira que eu. Se eu classifico as pessoas, é claro que também classificarão. Mas não é muito isso que me ocupa o tempo, afinal, não precisamos pensar muito para saber o que achamos de cada pessoa, é algo meio automático. O que realmente faz minha mente trabalhar (ou parar) é ficar imaginando o que sou pros outros, se é que tenho alguma importância, se sentem minha falta. Também passo um considerável tempo tentando descobrir o que sou na vida de cada pessoa. Ou o que poderia ser, quem sabe.
— Hey amor, quem eu sou?
— A pessoa que tá do meu lado agora perguntando quem é, ora.
— Não é isso, besta. Estou falando do que eu sou na tua vida.
— Ah. Responde tu primeiro, fica mais fácil pra eu responder depois, rá.
— Hm, tá bom. Te vejo como se fosse meu namorado que nem sabe que estou te namorando faz tempo.
— E eu te vejo como o Amor da minha vida que por algum motivo ainda não está na minha vida.
— *abraço* Viu? Nem foi difícil responder, coisa. 
 Outra coisa que me ocupa a mente é ficar imaginando diálogos que não existem.

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