All Star preto e Borracha Mestre

2 de outubro de 2011

Bom, isso (o blog) deveria ser um diário e, de acordo com o sentido exato da palavra, ser atualizado todos os dias, ou coisa assim. Mas né, Marina aqui tem preguiça e também sabe que essa jocinha (diminutivo de "joça", só pra ficar bem claro) não terá nenhum leitor. Quer dizer, até terá um aqui, outro ali, mas... ah, deixa pra lá, só queria dar sentido para o nome desse blog. 

Enfim.

Hoje eu e minha irmã fomos bater perna em Porto Alegre, pra ver se achava tênis (que é o mesmo que dizer ~ All Star ~), e mais qualquer coisa legal que víssemos. Depois que descemos do trem apenas saímos sem rumo à esmo. Toda e qualquer loja que poderia ter calçado a gente entrava. E né, o que aconteceu? Não, não perdemos. Ficamos brincando nos andares das lojas (qualquer que fosse), pra ver até que andar ia, essas coisas que pessoas normais sempre fazem sabe. Depois de um certo tempo as duas criaturas se lembraram do que queriam e fomos (olha só as concordância gente) procurar tênis de fato.

Meu Deus, como tá caro All Star né? (aqui me presto a dar uma risada como se fosse MSN. Ok, escreverei a frase novamente, pra manter a graça). 

(Meu Deus, como tá caro All Star né? IUAHSDIUASHDIUASHDIUHASDIUHASD)

E nem teve graça, não deu muito certo. Enfim. Não que os tênis estivessem caros, tão o mesmo preço de sempre, mas em todo lugar que nós duas íamos só tinha os mesmos modelos também de sempre, e os únicos "diferentes" eram aqueles frufrus de guriazinha, que particularmente não vou nem um pouquinho com a cara. Aí andamos, andamos, nos perguntamos onde estávamos, andamos mais um pouquinho, demos uma volta e percebemos que estávamos sempre voltando ao mesmo ponto, andamos. E então, A LUZ. Vimos uma loja com uma parede INTEIRA só de All Star, coisa mais linda do mundo. Corri para o abraço quando vi o modelo que eu queria, um preto (todo preto) baixinho. Achei lindo, já ia pedir para a moça que tava atendendo ver o número 37 pra eu experimentar (mesmo tendo toda a certeza do mundo que um 37 vai me servir, sem eu experimentar). Mas então aconteceu o inesperado, o inevitável, o assustador (perceba que nenhuma das palavras faz sentido, mas é só para dar uma emoção, tipo filme de terror antigo): eu olhei para baixo. Sim, eu tive essa audácia e ao mesmo tempo burrice. Olhei para as última fileira de tênis e o que eu encontro? Vamos, adivinhe, não é difícil. E o que eu encontro??? Sim, eu vejo um LINDO ALL STAR AMARELO. Tá, essa não é a coisa mais óbvia do mundo. A história é: eu sempre quis ter um All Star amarelo, porque eu sempre achei que fosse diferente, que ninguém tinha, que amarelo era uma cor legal. E isso, obviamente, foi bem antes dessa ~onda~ de tênis todo colorido e tal. O problema é que eu nunca havia achado pra comprar All Star amarelo, apenas via nos pés de uma ou outra pessoa, e bem raramente.

Resumo do caso: me deparar com o tênis que eu estava procurando (o preto, baixinho) e o que eu sempre quis (o amarelo), me fez um nó na cabeça, que resume em "O que eu faço da minha vida?". Pedi ajuda pro Tico, pedi ajuda pro Teco, mas nenhum deles tava funcionando no momento. Pedi ajuda pra Natalia, mas perguntar alguma coisa pra ela era tão produtivo quanto dizer pra parede fazer uma dissertação sobre golfinhos no deserto, porque tava em dúvida como eu. Ficamos nessa "O que eu faço da minha vida?" durante uns minutos, enquanto a atendente, muito paciente, ria da nossa cara. Depois de pensarmos loucamente e chegarmos a conclusão alguma, teríamos que então usar nossa última arma (?). E é nessa parte da história que a Borracha Mestre entra.

O que é a Borracha Mestre: é uma borracha, obviamente, de apagar, também obviamente. Tem em um lado escrito "SIM" e outro "NÃO". Ela é usada para questões de respostas simples como, por exemplo, "sim" e |"não". Demais questões ela fica meio indecisa e não sabe responder muito bem (ou então nós não conseguimos compreender a resposta). A lenda de Mestre surgiu na sala de aula da minha irmã, e até hoje sua fama percorre por aí (entre os mais chegados). O que eu quero dizer é: nós duas nos vimos obrigadas a usar o recurso da borracha, não tínhamos resposta para tal pergunta. Até mesmo porque é uma questão extremamente complicada ter que decidir entre duas coisas que se quer muito. Foi mais ou menos assim o "diálogo" com a Senhora Borracha:
— Devo levar o All Star amarelo?
— Não.
— Então devo levar o preto?
— Sim.
Como a borracha foi coerente, segui os conselhos dela e me senti muito melhor. Comprei aliviada o All Star preto e me senti uma outra pessoa, pensando que posso sempre contar com a senhorita borracha quando eu precisar (sem falar que eu posso levá-la para a aula em algum dia de prova e usá-la livremente sem nenhum professor notar que ela não é uma simples borracha, e sim a Borracha Mestre, com poderes e tal e essas coisas que todo mundo sabe, uma vez que ela aparenta ser apenas uma borracha como qualquer outra).

Não me lembro mais o que aconteceu nesse dia por alguns motivos que considero nesse caso bem importante. Vejamos:
  • Minha memória é péssima;
  • Eu escrevi quase todo esse post dia 28/09, dia que de fato saí com minha irmã;
  • Logo, estou apenas continuando a parte do post que não tinha terminado aquele dia e tive preguiça de postar.
É isso.

0 comentários :

Postar um comentário

 

Follow by Email

Theme e conteúdo por Marina R. - © Marina's Journal 2011 ~ 2017