Nossa História Parte II. A descoberta.

30 de novembro de 2011

"Quantas coisas perderíamos
pelo medo de perder?"

Mais um dia normal: acordar, arrumar a cama, servir o café com leite e preparar o pão.
Não, não era mais assim. Aquele guri infernal tava na minha casa, não saia de lá. Usava o MEU computador, usava a MINHA sala, usava o MEU telefone, usava a minha COZINHA, usava tudo que era MEU. Até o meu violão o idiota usava, levava pra casa e simplesmente não me trazia. Que inferno.
Acordei meio dia ou uma hora, tanto faz, eram as férias e desde que eu saí do meu refúgio eu tinha o direito sagrado de não levantar cedo, não havia motivo. Coloquei uma camiseta velha do meu time e a minha mini-saia confortável, rosa com babadinhos, e fui almoçar/tomar café. E mais uma vez, lá estava ele. No MEU computador, na MINHA cadeira e pisando no MEU chão, guri vai te ferrar. Fui na cozinha e servi uma xícara de café preto. EPA, essa não sou eu, eu sempre tomei café com leite e não vai ser esse abestado que vai me fazer gostar de café preto.
Joguei o café na pia e vi que ele estava atrás de mim.
'Eai nathi, conhece a coisinha*?' 'Aquela vadia que eu odeio que fala fininho, é nojenta, patricinha e vagabunda? Sim eu conheço, porque?' 'Nossa, quanto amor. Até que ela é boazinha né?' 'Deve ser, seca daquele jeito. Porque? Já ta polentiando ela?' 'Ela senta comigo na aula' 'Hum que bom, mas ela é uma nojenta e eu odeio ela'.
O assunto foi encerrado assim, naquele dia eu fiquei a maior parte do tempo dentro do meu quarto odiando profundamente aquele ser nojento, que fala com uma voz nojenta, que respira nojentamente, olha as coisas com olhos nojentos, fala com esse nojento com aquela boca nojenta e mostra a bunda nojenta pra esse nojento. É, eles se merecem.
Poucos dias depois fui pra casa do meu ex junto com alguns amigos e amigas pra tomar banho de piscina e acabei ficando com o meu ex, ele tinha terminado com a namorada e queria voltar comigo, aceitei. Voltei pra casa naquele mesmo dia e me desesperei, eu não gostava mais dele, eu não queria mais ele. O abraço dele era como um escudo, mas dessa vez, contra mim. Eu não suportava olhar pra ele e mandei uma sms. ‘Coisinho*, esquece tudo que aconteceu hoje e também me esquece. Beijos, Nathi.'.
Porque eu não sentia mais nada por ele? Ah sim. Vocês sabem, eu sei.
Quando tudo começou a se ajeitar eu recebo uma ligação na minha casa. 'Oi, aqui é a namorada do Victor, quem ta falando?' 'Aqui é a nathi, maninha dele, quer deixar recado?' ‘Não, eu quero falar com ele’. Passei o telefone pra ele e fui pra escola tremendo. Foi só aí que eu descobri.
Eu estava apaixonada e tinha que dar um jeito de resolver isso.
*Apelido carinhosamente dado pra pessoas inúteis.

Nossa História Parte I. O início.

27 de novembro de 2011
Queridos e queridas, eu vou começar a postar a partir de hoje uma história linda, cheia de conflitos mas com um amor forte demais que nem as palavras daqui irão conseguir explicar. É a minha história e a do meu namorado. Espero que gostem.



“Um sopro do amor
Que passa pela brisa com leveza
Traz o aroma do teu licor
À quem te espera, alteza.”
Ah, o amor. Que coisa louca não é? Tu és livre e completa. Do nada vem alguém que faz com que tudo mude, faz-te ver que não, tu não eras livre e nem completa. Vem esse alguém e mostra que tu eras vazia e , que de tão vazia, era presa por ti mesma, que ali não existia liberdade que ali era uma prisão. Eu era uma prisão.
Eu era a guria da Cohab, nunca tive vergonha disso, eu era da Cohab. Sonhava em morar em Londres, mas também queria morar em Gramado, em Porto Alegre e que, ao mesmo tempo, não queria sair da sua casinha simples (no meio da casa da Tia Nani e do vizinho chato da direita, na frente dos vizinhos dos cachorros loucos e que tinha nos fundos uma vista para um quintal cheio de plantações de couve). Eu amava aquele lugar, o lugar onde eu me apaixonei pela primeira vez, o lugar em que eu descobri a amizade, o lugar em que eu fui criada. Eu amo aquele lugar.
Eu sempre fui sonhadora, demais até. Quando criança queria ser atriz das CHIQUITITAS, depois queria ser uma das Rebeldes, depois queria estrear em musicais da Broadway. Ei menina, coloca os pés no chão.
Eu sempre me achei completa, eu sempre quis me jogar no mundo, visitar todos os países existentes na terra e só depois me casar. Virgem, é claro.
Aí veio o choque, consegui uma vaga em uma escola relativamente longe. Pouco depois nos mudamos. Sai do meu porto seguro, sai de perto dos amigos, das paixões, dos grupos de jovens, da igreja, da família, de tudo. Desabei.
Depois disso veio outra bomba, pais separados, algum tempo depois minha mãe estava namorando um cara que eu nunca tinha visto na vida, como se não bastasse, saímos da nossa casinha aconchegante de madeira para irmos para outra casa. Após alguns meses, eu conheci o filho do meu 'padrasto'.
Eu tinha chegado da escola, daquele calor infernal, e fui tomar banho. Quando eu estava entrando eu escuto uma buzina e fui na janela espiar. Eram eles. Fui abrir a porta e fiquei no alto da escada esperando, quando meu padrasto subindo a escada disse, 'olha só os bradesquianos' (uma pausa para explicar, estudávamos na mesma escola, na Fundação Bradesco e nunca tínhamos nos visto).
O namorado da minha mãe me abraçou e aí ele apareceu. 'Oi, prazer Natália', 'Prazer, Victor', dei um beijinho nele e quando nos viramos minha mãe e o pai dele estávam se beijando. Olhamos de canto um pro outro e rimos. Entrei no banho para não ficar com aquele cheiro de suor perto dele e quando eu sai do banho ele tinha ido embora. Ele foi sem me dar tchau, como assim? Que guri sem educação.
No outro dia fui atrás dele e fiquei parada perto dos primeiros anos (eu era do segundo) esperando ele. Ele apareceu e passou reto, e eu chamei ele é claro (que idiota essa guri). 'Oi lembra de mim?' 'Não' 'Sou a filha da namorada do teu pai’ (como tu não lembra de mim? tu ficou me cuidando enquanto eu tava indo tomar banho idiota)' 'Ah tá, lembrei'. O sinal tocou e eu dei um beijo nele, fui pra aula. Pensei nele a noite toda.

Minha bagunça nem um pouco organizada

23 de novembro de 2011

Eu acho que estou ficando apavorada com a minha memória, ou falta dela, melhor dizendo. Eu até comecei a anotar todas as coisas que quero e devo fazer nesses últimos dias, tudo como notinhas no meu celular velhinho. E acredita que a partir daí eu comecei a perder as coisas? Pois é. Estão sendo válidas, as notinhas, porque eu acabo realmente fazendo o que tinha de ser feito, mas por outro lado as coisas estão sumindo (ou eu perdendo, né).

Um bom exemplo disso. Eu comecei a trabalhar nessa segunda, numa imobiliária. E também comecei a anotar tudinho no celular, até mesmo porque meu tempo tá menor e, se eu já não fazia/me esquecia de fazer as coisas da aula com todo o tempo livre, imagina agora que saio manhã e tarde. Anotei que tinha de levar uma via de um papel lá na faculdade, e de fato levei, conforme devia de ser feito. Acontece que nesse meio tempo, entre levar o papel para a coordenação de estágio e a aula, eu acabei perdendo a carteira de identidade, que por muita pouca inteligência minha, estava no bolso da minha calça, justo a calça que o bolso é menor e fácil de perder qualquer coisa. O pior de tudo: notei a perca só depois, no fim da aula, quando tudo já estava escuro, as pessoas estavam indo, junto com a minha chance de encontrar a tal da carteira. Isso me faz lembrar que tenho de fazer logo o boletim de ocorrência e seja lá o que for preciso (nunca perdi minha carteira ou qualquer documento antes para saber).

Outro caso. Hoje. Perdi o livro que eu deveria ter entregue ainda ontem à biblioteca. Além de multa, mais o livro perdido. Terei que amanhã ir correndo para a faculdade para ver se encontro o dito cujo. E, oh céus, tenho que fazer trabalho ainda para amanhã *cara apavorada nesse momento*.

Sabe, eu não considero meus dias corridos, nem que eu tenho lá muita muita muita coisa para fazer. O meu grande problema é a desorganização. Eu até tento, mas sempre dou uma baita recaída e volto a deixar tudo solto, sem eu tomar as rédeas do meu tempo. Meu quarto é um bom exemplo disso. As vezes estou super empolgada e arrumo as roupas do meu guarda roupa (e também a metade das roupas do guarda roupa que, por via do destino, se encontram eternamente em cima da minha cama). Também acabo arrumando toda minha estante. E sabe, não seria nem um pouco difícil manter tudo organizado, seria só colocar no seu devido lugar e tudo seria feliz. Mas eu assumo e digo bem alto: eu não consigo ser organizada, não consigo. Parece que deixar tudo bagunçado torna mais confortável, mais cômodo,  mais... não sei. Só sei que não consigo, pelo menos por enquanto. Esse é um ponto que devo melhorar, e muito. Pronto, desabafei.

Eu comecei falando de uma coisa lá em cima e terminei falando de outra no final. Eu sou mais ou menos assim, pra pior.

Duas de açúcar, uma de café

20 de novembro de 2011

Fiz meu café com leite como sempre. Primeiro o leite. Depois duas colherzinhas de açúcar, uma de café. Com minha costumeira preguiça, não tive vontade de sair da frente do computador e, então, com fome, comi metade do pacote de Pastelina. É Pastelina que só tem aqui no estado né? Bom, nem sei, acho que ouvi falar isso uma vez há muito tempo ouvindo rádio. Depois de já ter comido acho que acabei percebendo que aquele pequeno vazio que eu estava sentindo não era fome. Talvez fosse um pouco, mas devia ser vazio de estar só. Incrível o modo que as vezes eu nem me conheço.

Essa história de ficar sozinha, de não ter alguém ao lado, já não incomoda mais. Sabe aquelas coisas que se acostumam com o tempo? Então, essa deve ser uma delas. As vezes me vem a ideia de como deve ser bom estar feliz com alguém, de poder compartilhar momentos, briguinhas fofas e abraços apertados. Mas me apaixonar loucamente não está nos meus favoritos no momento, melhor deixar isso quando for a hora, não é? De qualquer forma, não posso tirar muitas conclusões em algo que a Vida faz questão de deixar tudo tão improvável.

Duas coisinhas que me animam muito quando estou sozinha pelos cantos são meus gatinhos. Pode parecer besteira, eu sei, mas é verdade. E talvez eu tenha encontrado a explicação para eu amar tanto gatos. Eu acho que acabo dando toda a atenção, carinho e essas coisinhas fofas nos bichinhos, como se fosse uma válvula de escape de carência. Gatos são carentes, então acabam aceitando bem essa condição de substitutos de alguém inexistente. Isso pode ter parecido confuso, mas faz sentido para mim.

Agora, as coisinhas que me fazem feliz estão dormindo. Adoro observar como dormem, como é fofo quando ficam abraçadinhos ou um se atravessando em cima do outro. Queria pegar no colo, mas deixa, estão fofos lá na caminha deles. E agora eu vou para a minha caminha nanar, que o sono já está me levando e o friozinho que é a minha casa também já me embala.

Sabe por que os homens somem?

19 de novembro de 2011


"Medo! Puro, simples e previsível medo. Nosso conhecido no dia a dia, que nos faz pensar duas ou três vezes antes de tomar uma atitude, mas que geralmente nos dá aquela sensação incrível de que vencê-lo, é um prêmio por si só. Bem, talvez nossos amiguinhos do sexo oposto não enxerguem desta forma. Talvez nem mesmo se dêem conta de que é medo. Mas não se iludam, não é medo de amar. Não é o medo da entrega, como muitas mulheres iludidas gostam de anunciar aos quatro cantos.

É que você estava lá tão doce e especial. Vocês se encaixavam perfeitamente, mas não era o tipo de encaixe que ele estava procurando. Não era exatamente isso que ele queria. Ou até era, mas eram tantas as opções que ele acabou ficando em dúvida e saiu por ai para ver se era isto mesmo. Talvez se arrependa. Talvez não.

Mas, no caso de se arrepender, ele quer ter para onde voltar, então ele evita o confronto. Ele evita dizer as palavras. Assim se você surtar ou ficar com raiva, ele vai dizer que é paranóia, já que de fato, nunca disse adeus, garantido assim, um certo tipo de permanência na sua vida. Uma isenção da culpa.

Acho que eles têm medo de encarar a verdade. De olhar no espelho. Medo de ter tomado a decisão errada e não ter como voltar atrás. Medo de magoar. Medo de ser magoado. Medo de ver seu rosto refletido nos olhos de quem um dia amou e ainda ama, mas olha confusa, como se estivesse sido apunhalada pelas costas. Medo de ter que responder a famigerada: porque não eu?

É que na verdade, nem eles sabem a resposta. E talvez se pudessem escolher, seria você mesmo. Mas é um mundo bem louco lá fora e as coisas não funcionam assim."

Esse texto foi escrito pela Jackeline Aguiar e eu concordo até com o ponto final.

Filmes: 1, 2, 3!

17 de novembro de 2011
1! O pecado mora ao lado

Richard Sherman é um homem feliz com sua esposa. Durante o verão, sua mulher e filho vão viajar e Richard fica em casa, decorrente o trabalho. Ele promete para si mesmo que não terá nada de cigarros, alcool e mulheres enquanto sua família viaja. A promessa se torna difícil depois de descobrir a sua vizinha (Marilyn Monroe), e passa a sentir desejos pela sensualidade inocente da modelo.
Título original: The Seven Year Itch
Ano: 1955

Eu vi esses dias esse filme com minha irmã (eu fiz meio que um troca com ela: se ela visse o filme comigo, eu cortaria o cabelo dela como queria //nas horas vagas sou cabeleireira particular dela qq). É um filme engraçado, tem um humor   simples de entender e deixa todo mundo babando pela linda da Marilyn. Eu vi e recomendo ♥. 


2! Gilbert Grape — Aprendiz de sonhador

 A história se passa numa pequena cidade do interior, onde vive Gilbert Grape (Johnny Depp), um adolescente aparentemente comum, que sustenta a família desde a morte do pai. Vive também com suas duas irmãs e um irmão, que possui deficiência mental, e sua mãe obesa, que não para de comer desde a morte do marido. Gilbert passa a enxergar uma vida diferente  a partir da chegada de uma nova moça na pacata cidade.
Título original: What’s Eating Gilbert Grape
Ano: 1993
Faz tempo que eu vi esse filme, mas foi na tv, e nem vi o início e o fim, só a parte do meio, aí eu acho que ver as coisas pela metade não é legal q. Vi ontem então todo ele, e pude confirmar que é realmente muito bom ♥. Em cena, Johnny Depp novinho e desde cedo sempre lindo, e também Leonardo diCapprio, mais novinho ainda e encenando tão bem. 

3! Bonequinha de luxo

Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa que sonha em ser atriz e se casar com um milionário. Toma seus cafés da manhã em frente a joalheria Tiffany's, daí o título título original. Acaba ficando vizinha de um escritor, sustentado pela amante, e se aproxima dele, por ser diferente dos outros homens, que somente a veem como uma bela mulher.
Título original: Breakfast at Tiffany's
Ano: 1961
O que mais alegra no filme é a beleza da Audrey Hepburn, que não para de falar por um minuto, sem falar do figurino, cabelo, fotografia. É um filme de encher os olhos ♥ (talvez não de lágrimas né, porque é humorado e tal, mas de beleza. Acho que deu pra entender q). Então, pegue a pipoca e assista!

Oi, é a Nathi

Vou ser sincera, escrevi um texto de duas folhas no word para me apresentar, fiquei com vergonha e deletei tudo, do meu computador e parte dele que ficou salva nos rascunhos do blog.

Sou a pessoa mais envergonhada do mundo mas as pessoas que me conhecem diriam que, provavelmente, eu sou a pessoa que mais falo no mundo. Talvez essa minha falação seja um jeito de eu esconder a vergonha e encarar o mundo. Ou não também!

Comecei a faculdade cedo, recém tinha feito 16 anos e, mesmo assim, consegui me enturmar facilmente, tenho que fazer isso afinal sou uma jornalista em formação. Eu não ia me apresentar e já estou escrevendo uma bíblia.

Faço aniversário no dia 13 de julho (dia do rock. yes baby), sou apaixonada por Harry Potter desde os 6 anos de idade, gosto muito de crepúsculo, sou apaixonada por corujas e no início de 2012 eu farei uma tatuagem nas minhas costas de uma coruja voando, namoro a um ano e quase oito meses com o filho do meu padrasto (juro que ainda conto a nossa história que, me desculpem, é perfeita).

Essa é parte de mim. Converso com todos então se alguém quiser conversar comigo entra aê no meu tuinter e mim adiciona no face.

eu e meu mozi ♥

Mas olha, mais alguém por aqui

Apresento-vos, senhoras e senhores, damas e cavalheiros, pessoas inúteis e pessoas ocupadas, e todas as coisas fofas desse mundo, a mais nova colaboradora desse humilde blog que (quando não to com preguiça) acabo escrevendo. Mas quem é ela?

Nome: Natália Stanoski
Idade: 17, eu acho. q
Faz faculdade de Jornalismo e foi minha coleguinha semestre passado ♥. É uma criatura (sente a minha delicadeza) muito fofa que ama Crepúsculo, Harry Potter, mais um monte de coisa aí, curte moda, e mais um monte de coisa aí ~

Eu não sei apresentar uma pessoa direito, ficou um pouco notável isso, mas enfim: Nathi, seja bem vinda sua linda ♥
 

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