Duas de açúcar, uma de café

20 de novembro de 2011

Fiz meu café com leite como sempre. Primeiro o leite. Depois duas colherzinhas de açúcar, uma de café. Com minha costumeira preguiça, não tive vontade de sair da frente do computador e, então, com fome, comi metade do pacote de Pastelina. É Pastelina que só tem aqui no estado né? Bom, nem sei, acho que ouvi falar isso uma vez há muito tempo ouvindo rádio. Depois de já ter comido acho que acabei percebendo que aquele pequeno vazio que eu estava sentindo não era fome. Talvez fosse um pouco, mas devia ser vazio de estar só. Incrível o modo que as vezes eu nem me conheço.

Essa história de ficar sozinha, de não ter alguém ao lado, já não incomoda mais. Sabe aquelas coisas que se acostumam com o tempo? Então, essa deve ser uma delas. As vezes me vem a ideia de como deve ser bom estar feliz com alguém, de poder compartilhar momentos, briguinhas fofas e abraços apertados. Mas me apaixonar loucamente não está nos meus favoritos no momento, melhor deixar isso quando for a hora, não é? De qualquer forma, não posso tirar muitas conclusões em algo que a Vida faz questão de deixar tudo tão improvável.

Duas coisinhas que me animam muito quando estou sozinha pelos cantos são meus gatinhos. Pode parecer besteira, eu sei, mas é verdade. E talvez eu tenha encontrado a explicação para eu amar tanto gatos. Eu acho que acabo dando toda a atenção, carinho e essas coisinhas fofas nos bichinhos, como se fosse uma válvula de escape de carência. Gatos são carentes, então acabam aceitando bem essa condição de substitutos de alguém inexistente. Isso pode ter parecido confuso, mas faz sentido para mim.

Agora, as coisinhas que me fazem feliz estão dormindo. Adoro observar como dormem, como é fofo quando ficam abraçadinhos ou um se atravessando em cima do outro. Queria pegar no colo, mas deixa, estão fofos lá na caminha deles. E agora eu vou para a minha caminha nanar, que o sono já está me levando e o friozinho que é a minha casa também já me embala.
  1. Amei o texto, tão delicado que só me transmitiu paz e muitos instrumentos para refletir o meu momento de vida...
    Att.,
    Luks

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  2. Eu ainda sofro bem pensando nessa coisa de ficar sozinho, haha. Mas você não está sozinha, boba. E eu acho que tu sabe quem está escrevendo aqui :3, ahahaha. Deu preguiça de escrever o nome.

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  3. Ficar sozinho também é bom e dá paz, uma sensação de bem-estar com uma pessoa super importante você mesma.


    Beijo.

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  4. Na realidade, eu acho os gatos super independentes, mas eles fingem ser assim, pois na verdade eles sempre ficam se esfregando na gente, pedindo carinho.
    Tenho três gatinhos super fofos!

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