Nossa História Parte I. O início.

27 de novembro de 2011
Queridos e queridas, eu vou começar a postar a partir de hoje uma história linda, cheia de conflitos mas com um amor forte demais que nem as palavras daqui irão conseguir explicar. É a minha história e a do meu namorado. Espero que gostem.



“Um sopro do amor
Que passa pela brisa com leveza
Traz o aroma do teu licor
À quem te espera, alteza.”
Ah, o amor. Que coisa louca não é? Tu és livre e completa. Do nada vem alguém que faz com que tudo mude, faz-te ver que não, tu não eras livre e nem completa. Vem esse alguém e mostra que tu eras vazia e , que de tão vazia, era presa por ti mesma, que ali não existia liberdade que ali era uma prisão. Eu era uma prisão.
Eu era a guria da Cohab, nunca tive vergonha disso, eu era da Cohab. Sonhava em morar em Londres, mas também queria morar em Gramado, em Porto Alegre e que, ao mesmo tempo, não queria sair da sua casinha simples (no meio da casa da Tia Nani e do vizinho chato da direita, na frente dos vizinhos dos cachorros loucos e que tinha nos fundos uma vista para um quintal cheio de plantações de couve). Eu amava aquele lugar, o lugar onde eu me apaixonei pela primeira vez, o lugar em que eu descobri a amizade, o lugar em que eu fui criada. Eu amo aquele lugar.
Eu sempre fui sonhadora, demais até. Quando criança queria ser atriz das CHIQUITITAS, depois queria ser uma das Rebeldes, depois queria estrear em musicais da Broadway. Ei menina, coloca os pés no chão.
Eu sempre me achei completa, eu sempre quis me jogar no mundo, visitar todos os países existentes na terra e só depois me casar. Virgem, é claro.
Aí veio o choque, consegui uma vaga em uma escola relativamente longe. Pouco depois nos mudamos. Sai do meu porto seguro, sai de perto dos amigos, das paixões, dos grupos de jovens, da igreja, da família, de tudo. Desabei.
Depois disso veio outra bomba, pais separados, algum tempo depois minha mãe estava namorando um cara que eu nunca tinha visto na vida, como se não bastasse, saímos da nossa casinha aconchegante de madeira para irmos para outra casa. Após alguns meses, eu conheci o filho do meu 'padrasto'.
Eu tinha chegado da escola, daquele calor infernal, e fui tomar banho. Quando eu estava entrando eu escuto uma buzina e fui na janela espiar. Eram eles. Fui abrir a porta e fiquei no alto da escada esperando, quando meu padrasto subindo a escada disse, 'olha só os bradesquianos' (uma pausa para explicar, estudávamos na mesma escola, na Fundação Bradesco e nunca tínhamos nos visto).
O namorado da minha mãe me abraçou e aí ele apareceu. 'Oi, prazer Natália', 'Prazer, Victor', dei um beijinho nele e quando nos viramos minha mãe e o pai dele estávam se beijando. Olhamos de canto um pro outro e rimos. Entrei no banho para não ficar com aquele cheiro de suor perto dele e quando eu sai do banho ele tinha ido embora. Ele foi sem me dar tchau, como assim? Que guri sem educação.
No outro dia fui atrás dele e fiquei parada perto dos primeiros anos (eu era do segundo) esperando ele. Ele apareceu e passou reto, e eu chamei ele é claro (que idiota essa guri). 'Oi lembra de mim?' 'Não' 'Sou a filha da namorada do teu pai’ (como tu não lembra de mim? tu ficou me cuidando enquanto eu tava indo tomar banho idiota)' 'Ah tá, lembrei'. O sinal tocou e eu dei um beijo nele, fui pra aula. Pensei nele a noite toda.
  1. olha nao era oque eu procurava mais é muito curioso e nao deu para ler!!!!!

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