À luz de velas

1 de dezembro de 2011

Ontem eu dormi à luz de velas. Seria romântico se não fosse trágico. Não, nem se não fosse trágico seria romântico. Para ser romântico eu teria que no mínimo ter um par, coisa que infelizmente a vida está me adiando  e deixando para um futuro muito indeterminado. Mas enfim, dormi à luz de velas porque alguma coisa foi trágica, certo? Até aí acho que dá para perceber que faltou luz.

Pois então, faltou luz. Mas por que faltou a bendita luz? Darei uma resposta um tanto bíblica: foi o Apocalipse (não-zumbi), foi o Semi-Fim Dos Tempos, ou algo parecido. Para ser mais clara (coisa que geralmente não sou). O que aconteceu foi um temporal apocalíptico que começou do nada e destruiu tudo, e derrubou monte de árvores, e fez todo mundo achar que 2012 tinha chegado um pouco mais cedo, e que aqueles filmes de sessão da tarde estariam agora acontecendo com a gente que tava ali. Eu realmente senti medo, e olha que eu nem sinto medo com essas coisas. Eu poderia narrar agora o que aconteceu, mas ah, muita preguiça. Posso falar as consequências.

Consequência #1: como isso aconteceu às duas horas da tarde e, sendo um temporal, fez com que faltasse luz, não trabalhei a tarde toda, porque não tinha telefone para atender, não tinha computador para mexer, impressora para imprimir, luz para acender... essas coisas. Eu e a outra funcionária ficamos lindamente olhando para a parede e olhando os estragos que ocorreram.

Consequência #2: eu tinha me planejado para que, quando voltasse do trabalho, eu fosse correndo fazer o texto científico que eu teria que fazer para essa quinta. Adivinha só o que acontece: chego em casa e não tem luz. Tudo bem né. Vou para a faculdade e volto. E ainda não tem luz.

Consequência #3: de tarde, logo depois que saí do trabalho após a tragédia que não foi tanta tragédia para mim mas que me assustou um tanto, eu havia me planejado para fazer o trabalho quando eu voltasse da aula, já que não tinha conseguido fazer à tarde. Mas chego em casa e nada de luz. A menina inteligente aqui pensou em ver filme, mas depois se lembrou que tava sem luz. Então pensei em ver algum episódio do Guia, mas me lembrei que não poderia ligar o computador porque estava sem luz. Pensei em colocar meu celular carregar, que estava com a bateria pela metade, mas olha só, nem tinha luz.

Consequência #3: já não tendo absolutamente nada para fazer, me restou ler. Sim, eu estava no escuro, mas eu Puf!, acendi uma vela. E fiz meu café com leite, peguei meu livro (Praticamente Inofensiva, Douglas Adams), coloquei o pijama e me ajeitei na cama. Ficou um pouco ruim e cansativo ler com a vela, ela ficava tremulando e me deixando mais sonolenta ainda, mas mesmo assim aguentei o máximo que pude e li. Umas três páginas e capotei de sono.

Se o temporal causou outras consequências (melhor dizendo, danos), bom, não foram comigo. E quanto à foto, eu já tava morrendo de sono nessa hora, nem sabia mais onde liga/desliga ou tira a foto. 
  1. Ao menos avançou no livro. E ficou mais perto de ler o MEU livro.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. São nesses momentos que vislumbramos a nossa dependência dos eletros...rs. Terrível presságio...kkk.
    Att.,
    Luks

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  4. Muito bom!!!Amei o texto!É nessas horas que vemos toda nossa dependência aos eletros..kkkk
    Bem,essa é a minha primeira visita ao blog e estou adorando.Seus posts são ótimos e adoraria ser sua parceira.Que tal?
    Então,vou ficar esperando seu retorno.
    Bjs!
    Zilda Mara
    @ZildaPeixoto
    http://www.cacholaliteraria.blogspot.com

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  5. Seria bom se só acabasse luz enquanto dormimos i quando acordasemos ela ja teria voltado e nem teriamos notado.

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  6. Oi Oi , Detesto quando acaba energia, pois acaba sempre quando mais precisamos!

    Tem a aba Contato , me segue no Twitte que te Mando um DM com meu msn!

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