Como customizar uma camiseta

24 de fevereiro de 2012

Um pouco "meio assim"

19 de fevereiro de 2012
Faz uns dias já que eu ando meio assim. Acho que “meio assim” posso definir como um tanto pra baixo, desanimada com um pouco de tudo e muito pensativa. O pra baixo é porque tenho me estressado muito com meus pais nos últimos dias (mais precisamente depois que eles voltaram da praia). Desanimada porque não tenho visto mais ninguém, não tenho saído com meus poucos amigos (sinceramente sinto falta do ensino médio e sua rotina matinal, pelo menos me fazia ter meus amigos junto de mim). E pensativa porque, bom, tenho medo de que as coisas não aconteçam para mim, medo de que o mundo gire na minha volta e eu continue na mesma.

Hoje resolvi ver (pela quarta vez) O fabuloso Destino de Amélie Poulain. O filme é fofo, todo perfeito com a Audrey Tautou. Mas não é só isso. Eu me imagino no mundo dela, e acabo me identificando com muita coisa, e não só com a parte de apreciar as pequenas coisas da vida. Eu também tenho medo de encarar a realidade, fingindo isso com estratagemas. Medo de ficar com o coração seco por deixar as oportunidades passarem. Isso é o que filme apresenta, isso é o que sinto as vezes.

Bom, estou um pouco desacostumada de ser criança, embora muitas vezes eu pareça uma. Mas hoje tive vontade de caminhar de pé descalço na grama, esquecendo um pouco as formiguinhas e a terra que me sujaria. Então pisei na grama. Também tive vontade de juntar pedrinhas e frutinhas verdes que caem no chão. Então eu juntei. E fiz como eu sempre fazia: esperar não passar carros nem motos, e jogar o mais longe e forte possível o que quer que eu tivesse nas mãos, para tentar atingir o outro lado da rua. Percebi que estou sem força nenhuma e que eu precisaria treinar mais pra conseguir jogar longe, mas tentei.

Também senti vontade de desenhar. Mas, como não desenho há tempos, não sei mais imaginar algo e por para o papel. Preciso de algo na minha frente (e ainda assim o desenho sai mais ou menos). Olhei pro meu quarto e não tinha nada com formato legal para ser desenhado. Aí eu olhei para cima do meu guarda roupa e vi uma casinha de passarinhos, de papelão, feita por mim quando era criança. Depois olhei para meu armário e vi meu caderno de anotações (quase diário), que eu adoro. E então desenhei (o desenho do início do post). O desenho não tá aquela maravilha de bonito, mas são minhas coisas.

E acho que agora me sinto um pouco melhor.

Inverno dentro de mim.

15 de fevereiro de 2012

Para escapar? Ah claro, eu escrevo. 

Você não está mais comigo, ou está? Cadê a amizade que a pouco era minha, cadê a vontade de conversar que até pouco tempo pertencia a mim? Agora pertence a outra. Quando estamos perto nós ficamos mais juntos do que a lei da física é capaz de explicar, mas quando estamos longe tu faz questão de nos separar ainda mais, com mentiras.

A nossa história tão linda está sendo colocada de lado. Dizem que no começo tudo é lindo mas depois passa, porque comigo não passou? Porque pra mim ainda é o começo? Porque toda vez que eu escuto a tua voz eu ainda sinto arrepios como da primeira vez? Porque quando eu estou perto da tua casa o coração ainda pula querendo ficar mais perto de ti? Porque só eu sinto isso? Porque eu quero que seja assim até o último suspiro. Pena que é apenas eu quem deseja isso, pena que seja apenas eu que sinta as queridas borboletas no estomago quando vou te ver, quando eu te vejo e quando vou embora. Pelo menos tenho essa impressão, de que estou com frio, parece o inverno mais frio de todos que eu já passei. Mas nesse estou sozinha. Amando, sozinha.

E tem outra coisa... — Eoin Colfer

13 de fevereiro de 2012

Eu estou com o livro “E tem outra coisa...” em mãos há mais de três meses, e só agora resolvi acabar de ler ele de uma vez. Fiquei enrolando o máximo que pude, mas por preguiça minha, porque o livro é perfeito.

Esse não é o tipo de livro que qualquer pessoa pode pegar em mãos e apenas ler. É algo obrigatório ter lido os demais livros da série “O mochileiro das galáxias”, porque senão você vai se sentir mais perdido que o natural (por esse motivo, essa resenha pode conter spoilers).

Durante muito tempo, todos os nossos queridos heróis da série ficaram presos numa simulação criada pelo Guia do Mochileiro – versão II, simulação essa feita pelos Vogons, que esperam destruir a Terra novamente, seguindo obviamente a papelada toda (com um tanto de maldade adicionada).

Sem mais nem menos, o ex-presidente da Galáxia, Zaphod Beeblebrox, aparece com a Coração de Ouro e consegue salvar seus amigos. Tudo estaria bem se os Vogons não decidissem destruí-los com raios lasers. E então quem salva dessa vez é Wowbagger, aquele alienígena verde que, entediado com sua imortalidade, resolve sair xingando todo o Universo em ordem alfabética. Em troca dessa salvação inesperada, Wowbagger negocia com Beeblebrox, algo do tipo “eu te salvei, agora tu me arranja alguém que me mate, porque to cansado de ser imortal”. Não com essas palavras, é claro. Zaphod, que é burro mas não tanto, encontra a oportunidade perfeita de refazer a amizade com o deus Thor, ganhar dinheiro, resolver o problema de Wowbagger e, de quebra, resolver a questão do planeta Nano (um planeta de terráqueos ricos que fugiram da Terra antes que tudo virasse poeira), que precisam de uma divindade para adorar e assim tudo se manter no controle. Tudo isso sem os nossos mochileiros imaginarem que os Vogons ainda estão à procura dos terráqueos.

Enfim, parece confuso, e de fato é um pouquinho. Mas para quem leu os outros livros do Guia sabe do que estou falando. Seria até estranho falar do Guia sem haver nenhuma coisa em que se fique com uma cara estranha de “wtf?”.

Não é mais o ilustre Douglas Adams, mas dá para se dizer que Eoin Colfer soube seguir bem os ensinamentos do autor — o humor crítico, a narrativa cheia de histórias que acontecem ao mesmo tempo com fatos improváveis. Mas posso dizer que Eoin tem um ponto positivo: sua narrativa se apresentou mais organizada, o que facilitou um pouco pra não se perder e ter que ler tudo novamente.

E tem outra coisa... um livro indispensável para quem já leu a trilogia de cinco — agora seis — do Mochileiro das Galáxias. E fica também aquela deixa para quem ainda não leu a série, ler de uma vez. (Não resista à vontade de ler, resistir é inútil, rs).
Editora: Galera Record / Arqueiro
Autor: Eoin Colfer
Ano: 2011
Número de páginas: 368

Desafio.


Oi. Decidi escrever sobre um problema que me afeta desde criança e que tenho muita vergonha de conversar com qualquer pessoa. A minha aparência.

Desde criança eu era chamada de ‘gorda, baleia, saco de areia, comeu banana podre e morreu de caganeira’, hoje eu morro rindo disso, mas quando eu era criança me sentia desconfortável, não vou dizer ‘nossa, sofri muito na minha infância com isso’ porque eu realmente nunca sofri, eu apenas me sentia envergonhada, fingia que não escutava e me virava pro outro lado e conversava com a Bruna, que na época era minha única amiga.

Mas agora eu cresci e ninguém me julga com um ‘NOSSA, COMO TU TA GORDA, BALEIA, SACO DE AREIA’, mas de tanto escutar isso eu acabei acreditando e me vendo dessa maneira
Tenho primas incrivelmente lindas, sério. A minha família é uma família linda, é difícil dizer quem tem o rosto mais lindo, o corpo mais lindo, o cabelo mais lindo, etc. Eu nunca me encaixei nesse meio, sempre fui a mais feinha, a mais gordinha e a mais queridinha. É, a gorda simpática que sempre existe em algum lugar.

Eu tive vergonha de conversar sobre isso até alguns minutos atrás, nunca ninguém soube o meu peso, muito menos o meu namorado, a minha altura todo mundo sabe, sou uma nanica de 1.58m.

Alguns dias atrás eu me olhei no espelho e disse ‘BASTA DISSO PRA MIM, ACABOU’.

Peguei o telefone e liguei para uma clínica e pedi pra marcar endocrinologista, o médico que basicamente cuida da produção de hormônios, afinal a dieta da Nutricionista não adiantou nada, e adivinha o que a querida menina que atendia o telefone disse? ‘Temos endocrinologista só para o mês de março’. Sério, eu fiquei com vontade de estrangular ela, mas lembrei que ela nada tinha a ver com o fato de não ter como marcar uma consulta e desliguei o telefone. Fui correndo pra geladeira, peguei um leite condensado, misturei com coco, coloquei no microondas por 1 minuto e meio e comi, claro que depois veio a nossa querida e adorada CULPA, chorei que nem uma louca, fiquei com nojo de mim e coloquei tudo pra fora. Depois eu pensei no que aquilo acarretaria, eu já tive bulimia, e isso não é legal... Nossa, outra coisa que ninguém sabia, sem contar o meu namorado é claro, eu já tive bulimia.
Que tristeza isso traz pra mim, eu não conseguir ser uma pessoa feliz; com uma bolsa na faculdade, um namorado maravilhoso, amigos e familiares que eu amo – por causa de um corpo que eu ainda não aprendi a gostar.

Então meninas, isso foi um desabafo. Peso 66kg e tenho 1,58m, calculando meu IMC eu tenho 26,4. Estou acima do peso recomendado, é claro, não é novidade pra mim.

Escrevi pra dizer que a partir de hoje isso muda, de 15 em 15 dias vou colocar o meu peso aqui pra vocês, e quero chegar no meu aniversário de 18 anos pesando 55 quilos, ou seja, tenho que emagrecer 11kg.

Alguém entra nessa comigo? Obrigado por me ‘escutarem’. Eu realmente adoro vocês e obrigado Mari por me dar a oportunidade de mudar para melhor escrevendo aqui.

Minha mochila-mala

10 de fevereiro de 2012

Dias 10, 11 e 12 desse mês vou passar na praia. Mas domingo já vou voltar, então só vou organizar uma mochila em vez de uma mala grandona ou várias delas.

Então resolvi fazer uma lista do que realmente preciso levar, pra não levar peso demais, até mesmo porque é somente uma mochila e eu que terei que carregar (vou de carro, volto de ônibus, com minha irmã, enquanto meus pais ficam ainda uma semana lá, YAY).
  • 2 vestidos
  • 4 camisetas normais
  • 1 camiseta manga comprida
  • 3 shorts
  • 2 calças
  • 1 casaco
  • 4 calcinhas
  • 2 sutiãs
  • 2 pares de meia
  • 1 desodorante
  • 1 cinto
  • 1 livro
  • 2 DVD’s
  • 1 notebook
  • 1 carregador do notebool
  • 1 carteira
  • 1 celular
  • 1 carregador de celular
  • 1 escova de dentes
  • 1 creme dental
  • 1 pijama
  • 1 sacola plástica
  • 1 par de chinelos
Basicamente é isso. E eu já testei o peso disso tudo junto e bom, TÁ PESADO. Vou tem que ainda ver o que posso tirar da lista pra ver se não arrebento minhas costas. Imagina só se eu fosse patricinha? Talvez patricinha nem seja o termo certo, mas imagina se eu levasse coisas que geralmente gurias normais levam, tipo, maquiagem, trecos pras unhas, secador, chapinha e tal. Eu até levaria, mas numa mochila realmente não dá.

Eu queria levar mais de um livro, mas só vou poder levar “E tem outra coisa...” porque o outro que estou lendo, “Pra ser sincero”, é feito com folhas chumbo e qualquer outro metal pesado que parece papel, de tão pesado que é.

Não tenho 3G, ou seja, terei um note sem internet. Mas nem fará falta, ultimamente nem tenho feito muita coisa na internet mesmo, a não ser escrever. E, creio eu, que dê para escrever num note sem internet.

Pois bem, que esse passeio seja legal. E que eu consiga terminar de uma vez de ler o bendito livro.

Intrusa no museu

9 de fevereiro de 2012
Minha irmã faz curso de desenho de moda. Hoje (08/02) então ela teria uma saída para uma exposição no centro de Porto Alegre, sobre Botero. A turma é pequena, mas é grande para todas irem num carro. Detalhe: todas gurias. Como o único jeito então seria ir de trem, a Natalia (minha irmã, para quem não sabe) me convidou para ir junto com elas. Eu, no meio de tanto nada para fazer, arranjei um tempo, digo, o dia todo disponível para ir junto.

Como eu sempre tenho o grande dom de atrasar tudo, acabamos eu e a Natalia perdendo o ônibus que desce quase que na frente onde é o curso. Pegamos o segundo, que nos obriga a caminhar pelo sol, vendo miragens e camelos e estandes irreais oferecendo Coca-Cola gelada para gente. Andar no sol é um perigo. Sem falar que nós não havíamos passado protetor solar. Coisa mais charme aquelas marquinhas de camiseta depois, não é? Não, não é.

Ok, pulo a parte da espera no shopping, da chegada no curso e a recepção calorosa da professora da minha irmã. Passemos para a parte do trem.

Trem ainda não. Caminhada até o trem, e que caminhada. Parecia infinita. Meu querido Deus do céu, como pode ser tão quente, credo. Enfim, depois de quase todas morrermos desidratadas, conseguimos chegar até o bendito trem nos arrastando. Espera trem, entra no trem, estação, estação, estação, mais estação. Acaba estação de trem, mais caminhadinha básica. Mas essa não foi tão, tão ruim. Tinha sombra. Professora Carla Meyer (se estiver errado, depois corrijo) fez mini apresentação da cidade para as meninas e então chegamos ao destino. Prédio da CEEE, ou algo assim. Quando entramos no lugar quase morremos com o choque de temperatura. Aquela exposição parecia um pedacinho de alguns dos polos gelados no meio do inferno. Talvez essa seja a comparação mais próxima do real.

E então, admiramos as obras desse tal de Botero (nunca tinha ouvido falar dele antes, desculpa aí). Segundo informações da professora e por todos os quadros que eu pude ver lá, toda obra de Botero é com personagens gordinhos, bem rechonchudos mesmo (e não só as pessoas, mas as coisas, objetos, animais, enfim, qualquer coisa na tela tem formas mais avantajadas). É uma exposição bem política, retrata a precariedade e violência na Colômbia, país de origem do artista. Uma coisa legal de se ver para quem gosta de arte (ou não).

Aí o guardinha (que foi acordado de um sono muito legal de pé quando perguntamos) deixou tirar foto. E tá aí: 
 

Quando o senhor guardinha disse que podíamos tirar foto das coisas, a gente tava num corredor que dava visão pra uma parede grandona, com um baita trabalho feito de lagartixas de plástico grudadas, de modo que parecia um daqueles enfeites de mesa que vó que sabe fazer croché costuma fazer.


Enfim. Valeu ter saído com as gurias do curso. Como uma delas disse: "me sinto uma turista na minha própria cidade". E é mais ou menos por aí que a gente se sente quando não conhece algo que está tão próximo. Espero um dia desses poder fazer esse curso de desenho de moda, é tão mágico.

Ganhei/comprei um filho

8 de fevereiro de 2012

Meu Deus, eu to feliz. Tipo, muito feliz mesmo. Hoje eu ganhei algo que eu queria há tempo, mas, pois bem, falarei em partes.

Parte 1: Manhã
Acordei como todos os dias: sonolenta, com os berros da minha mãe pedindo para fazer alguma coisa (que eu sempre me esqueço de fazer depois) e com uma fome daquelas. Meu cabelo quando acordei tava realmente uma juba, mas uma juba digna de ser escrita em caps (J U B A) e que deixaria qualquer leão com inveja. Isso porque a senhorita inteligente aqui resolveu tomar banho a 1 da manhã e teve preguiça de secar. Ou seja: Não secar o cabelo + dormir com ele úmido = cabelo todo amassado, cheio de nós. Só nascendo de novo pra por no lugar.

Enquanto eu tomava café, meu pai veio pra mim todo animado com uma propaganda de loja, me mostrando a parte de um notebook bom que tava em promoção. Eu fiquei toda feliz com a ideia (principalmente por ter sido inciativa do meu pai, sinal de que ele me ajudaria a pagar, se fosse o caso, o que na verdade foi) e, a primeira coisa que fiz depois que tive um sinal verde do meu pai, fui logo ligar pro meu primo, Marcos, pra me ajudar a dizer se valia a pena ou não comprar o tal do note.

Nota: o bom de ter primos inteligentes/nerds é que tu sempre vai ter alguém pra te socorrer quando mais precisa ou, melhor dizendo, tu sempre terá técnicos particulares sempre prontos a resolver teu problema, seja ele qual for. Isso se eles forem solícitos, coisa que meus primos são. Obrigada priminhos.

Parte 2: Tarde

É nessa parte do post, digo, do dia, que eu compro meu notezinho coisa mais linda. Lá na loja foi uma enrolação danada. Era cartão que não passava (mas só de teimoso, porque tava tudo certinho), era conta que não dava certo, ligação pro banco que deixava tudo mais irritado ainda. Mas, por fim, consegui levar o bichinho pra casa (também né, pagando a coisa uma hora tem que levar).

A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi abrir a caixa e ver a criaturinha. Ok, mentira. A primeira coisa que fiz foi tirar meus tênis, minhas meias, tirar a calça e colocar um calção bem solto. Porque, pelamordedeus, tava horrível de quente. Depois só pude abrir a caixa e ver a criaturinha. Não, mentira. Antes disso eu tive que ajudar minha mãe a fazer bolachas caseiras (receita da vó), porque, se eu não fosse dar uma mãozinha lá na cozinha, acho que mamãe surtaria. E então, POR FIM, e de verdade, eu pude abrir a caixa, colocar a bateria pra carregar e ligar meu mais novo filhinho (meu outro filho é meu gatinho, o Pinky).

Agora a única coisa que falta, pra tudo ficar completo e feliz, é comprar o roteador pra eu ter internet (magina só esse meu mundo sem internet, tipo, NÃO!). Sei lá quando meu pai vai se animar pra comprar isso, mas por enquanto vou ficando feliz só com o paint, bloco de notas e media player. Um dia desses instalo os lindos flash e photoshop. Mas outro dia, porque hoje tenho preguiça*.

*Como sempre.

Sobre aquele que me acorda de manhã



Tenho certeza que meu gatinho deve estar fazendo um curso intensivo de Como Irritar Sua Dona Pela Manhã. Não sei aonde, não sei como, mas sei que está fazendo. Porque, meu Deus, nunca vi criaturinha mais chatinha (e fofa ao mesmo tempo, não dá pra negar).

É mais ou menos assim: eu estou dormindo, bem feliz, aí acordo com um susto. Até aí tudo bem, é normal eu acordar com sustos. Abro os olhos, bem confusos, e vejo um focinho rosado se aproximando de mim e achando minha respiração muito legal. Depois desse momento, meu gatinho passa a achar minhas pálpepras muito divertidas, já que se mexem. Tenho que tomar cuidado pra ele não resolver brincar com meus olhos e eu acabar um dia desses sem.

Depois disso, o próximo alvo são as mãos. Mãos, mãos, mãos, muitas mãos pra ele brincar. Mas eu não posso movê-las para nenhum lugar, que meu lindo gatinho vai perseguir, e morder, e arranhar, e lamber (eca). Tento colocar ele para dormir nos meus pés, mas acontece a mesma situação que com as mãos, o que é ligeiramente pior.

Nesse ponto ele já ficou cansado suficiente e com fome pra sair correndo atrás do meu pai pra pedir comida.

Mas minhas reclamações disso são bem toscas. Eu amo quando meu gatinho vem me acordar, quando fica com aquela carinha-de-gato-de-botas pra mim e olhinhos arregalados querendo brincar. Mas meu medo de ficar sem meus olhos é um tantinho real.

Como fazer seu próprio Zumbi

6 de fevereiro de 2012

Insônia — Marcelo Carneiro da Cunha

2 de fevereiro de 2012
Não tenho taaanto livro em casa, não tenho o costume (lê-se dinheiro) de comprar livros. A maioria que leio são emprestados de amigos (ou não) e, na maior parte, de bibliotecas. Hoje então eu fui dar uma olhadinha nos que eu tenho aqui em casa pra falar sobre, e acabei me deparando com o livro-da-minha-adolescência.

"Insônia" conta a história de Cláudia, uma guria que perdeu a mãe muito cedo e que se  vê obrigada a cuidar das responsabilidades de casa (porque o pai dela, Rafael, é desligado demais). Com todo esse cuidado com as coisas de casa, acaba não tendo muito tempo para curtir a vida. Resolve então achar companhia pro pai dela.

Detalhe: toda a história se passa nos 90*, quando a internet não era lá aquelas coisas e não era tão difundida como tá agora, obviamente. Mas, mesmo assim, ela acaba tendo um admirador secreto na internet que, por ser tímido, prefere se mostrar assim.

A história é bem adolescente, não posso negar (no livro diz literatura infanto-juvenil), e talvez um pouco clichêzinho em alguns pontos. Mas mesmo assim li umas dez vezes (é sério). A capa é um tanto berrante com esse verde e rosa, mas vai por mim, depois de um tempo com o livro na mão os olhos param de doer.

*O livro é dos anos 90 e a história também é. Com isso tem várias gírias daquele tempo. As versões atualizadas desse livro trocam nomes citados e algumas dessas gírias (e o final também parece meio estranho, q). Recomendo severamente a versão não-atualizada.

Editora: Projeto
Autor: Marcelo Carneiro da Cunha
Ano:1996
Número de páginas: 181
 

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