E tem outra coisa... — Eoin Colfer

13 de fevereiro de 2012

Eu estou com o livro “E tem outra coisa...” em mãos há mais de três meses, e só agora resolvi acabar de ler ele de uma vez. Fiquei enrolando o máximo que pude, mas por preguiça minha, porque o livro é perfeito.

Esse não é o tipo de livro que qualquer pessoa pode pegar em mãos e apenas ler. É algo obrigatório ter lido os demais livros da série “O mochileiro das galáxias”, porque senão você vai se sentir mais perdido que o natural (por esse motivo, essa resenha pode conter spoilers).

Durante muito tempo, todos os nossos queridos heróis da série ficaram presos numa simulação criada pelo Guia do Mochileiro – versão II, simulação essa feita pelos Vogons, que esperam destruir a Terra novamente, seguindo obviamente a papelada toda (com um tanto de maldade adicionada).

Sem mais nem menos, o ex-presidente da Galáxia, Zaphod Beeblebrox, aparece com a Coração de Ouro e consegue salvar seus amigos. Tudo estaria bem se os Vogons não decidissem destruí-los com raios lasers. E então quem salva dessa vez é Wowbagger, aquele alienígena verde que, entediado com sua imortalidade, resolve sair xingando todo o Universo em ordem alfabética. Em troca dessa salvação inesperada, Wowbagger negocia com Beeblebrox, algo do tipo “eu te salvei, agora tu me arranja alguém que me mate, porque to cansado de ser imortal”. Não com essas palavras, é claro. Zaphod, que é burro mas não tanto, encontra a oportunidade perfeita de refazer a amizade com o deus Thor, ganhar dinheiro, resolver o problema de Wowbagger e, de quebra, resolver a questão do planeta Nano (um planeta de terráqueos ricos que fugiram da Terra antes que tudo virasse poeira), que precisam de uma divindade para adorar e assim tudo se manter no controle. Tudo isso sem os nossos mochileiros imaginarem que os Vogons ainda estão à procura dos terráqueos.

Enfim, parece confuso, e de fato é um pouquinho. Mas para quem leu os outros livros do Guia sabe do que estou falando. Seria até estranho falar do Guia sem haver nenhuma coisa em que se fique com uma cara estranha de “wtf?”.

Não é mais o ilustre Douglas Adams, mas dá para se dizer que Eoin Colfer soube seguir bem os ensinamentos do autor — o humor crítico, a narrativa cheia de histórias que acontecem ao mesmo tempo com fatos improváveis. Mas posso dizer que Eoin tem um ponto positivo: sua narrativa se apresentou mais organizada, o que facilitou um pouco pra não se perder e ter que ler tudo novamente.

E tem outra coisa... um livro indispensável para quem já leu a trilogia de cinco — agora seis — do Mochileiro das Galáxias. E fica também aquela deixa para quem ainda não leu a série, ler de uma vez. (Não resista à vontade de ler, resistir é inútil, rs).
Editora: Galera Record / Arqueiro
Autor: Eoin Colfer
Ano: 2011
Número de páginas: 368

 

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