Um pouco "meio assim"

19 de fevereiro de 2012
Faz uns dias já que eu ando meio assim. Acho que “meio assim” posso definir como um tanto pra baixo, desanimada com um pouco de tudo e muito pensativa. O pra baixo é porque tenho me estressado muito com meus pais nos últimos dias (mais precisamente depois que eles voltaram da praia). Desanimada porque não tenho visto mais ninguém, não tenho saído com meus poucos amigos (sinceramente sinto falta do ensino médio e sua rotina matinal, pelo menos me fazia ter meus amigos junto de mim). E pensativa porque, bom, tenho medo de que as coisas não aconteçam para mim, medo de que o mundo gire na minha volta e eu continue na mesma.

Hoje resolvi ver (pela quarta vez) O fabuloso Destino de Amélie Poulain. O filme é fofo, todo perfeito com a Audrey Tautou. Mas não é só isso. Eu me imagino no mundo dela, e acabo me identificando com muita coisa, e não só com a parte de apreciar as pequenas coisas da vida. Eu também tenho medo de encarar a realidade, fingindo isso com estratagemas. Medo de ficar com o coração seco por deixar as oportunidades passarem. Isso é o que filme apresenta, isso é o que sinto as vezes.

Bom, estou um pouco desacostumada de ser criança, embora muitas vezes eu pareça uma. Mas hoje tive vontade de caminhar de pé descalço na grama, esquecendo um pouco as formiguinhas e a terra que me sujaria. Então pisei na grama. Também tive vontade de juntar pedrinhas e frutinhas verdes que caem no chão. Então eu juntei. E fiz como eu sempre fazia: esperar não passar carros nem motos, e jogar o mais longe e forte possível o que quer que eu tivesse nas mãos, para tentar atingir o outro lado da rua. Percebi que estou sem força nenhuma e que eu precisaria treinar mais pra conseguir jogar longe, mas tentei.

Também senti vontade de desenhar. Mas, como não desenho há tempos, não sei mais imaginar algo e por para o papel. Preciso de algo na minha frente (e ainda assim o desenho sai mais ou menos). Olhei pro meu quarto e não tinha nada com formato legal para ser desenhado. Aí eu olhei para cima do meu guarda roupa e vi uma casinha de passarinhos, de papelão, feita por mim quando era criança. Depois olhei para meu armário e vi meu caderno de anotações (quase diário), que eu adoro. E então desenhei (o desenho do início do post). O desenho não tá aquela maravilha de bonito, mas são minhas coisas.

E acho que agora me sinto um pouco melhor.
  1. Como seres humanos estamos pré-dispostos a esse tipo de sentimento...

    Um abraço.

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