Dilema da vida: cabelo

25 de março de 2012

Cortar ou não cortar o cabelo? Deixar comprido ou curtinho? Será que franja fica legal? E se eu pintasse, será que a beleza daria oi pra mim?

Eu sempre me pergunto essas coisas, e essas perguntas ficam mais frequentes ainda quando eu to naqueles dias bem pra baixo, com vontade de dormir o dia inteiro só para não ter que sair de casa, ver pessoas, ver a luz do sol e essas coisas de gente normal. E então, esses pensamentos sobre cabelo sempre me batem quando eu to toda nhe-nhe-nhem pra vida. Quem não se anima quando pensa em mudar alguma coisa no cabelo? (ou melhor dizendo, pensar em mudar alguma coisa não anima vocês?)

Pois bem. Eu to toda nhe-nhe-nhem pra vida. Ou seja, tudo que faço agora é pensar em mudar o cabelo (o ruim é que eu sempre fico melhor e mais feliz antes de fazer alguma coisa na cabeça). Pois bem. Vou explicar meu cabelo (acho já falei isso em algum outro post, mas enfim). Meu cabelo é semi-cacheado, semi-loiro, nem curto e nem comprido. Tá bem sem gracinha mesmo. Mas ele já foi bem diferente de como tá agora. Houve tempos em que ele era quilométrico, batia na cintura e era bem cacheadinho, tipo cabelo de criança sabe? Mas aí me revoltei e cortei curto. Mas curto do tipo nem conseguir juntar juba suficiente para amarrar. Super extremista.

Cabelo cresceu agora e já dá para amarrar. Mas me pergunto: O QUE FAÇO COM MEU CABELO? Eu sempre tive uma super paixão por cabelos curtos. Acho tão mais feminino-sensual-independente-prático... lindo, de uma forma geral. E como eu disse, já tive cabelo curto. Era tão legal, tão fácil de secar, tão tudo demais. Mas hoje resolvi dar uma olhadinha numas fotos minhas com o cabelo nessa fase e pensei que foi bem melhor eu ter deixado crescer, rs. Eu não ficava tão legal assim, e nem feminina, muito menos sensual, quem dirá independente. A única coisa mesmo era a praticidade. Ah... a Dona Praticidade foi tão gentil comigo nessa época. Mas cabelo cresceu e ela foi embora. Agora é secador (e as vezes chapinha) todo santo dia.

E agora doutor, o que se faz? Meio que descartei cortar curto, pelo menos por enquanto. Mas se não cortar, ele vai continuar a mesma coisa. Então uma outra opção seria pintar (quero meu cabelo igual ao da Florence Welch, para surto do meu pai <3). Cabelo vermelho é outro item que eu coloco nas categorias feminina, sensual, independente (e prático também, porque geralmente cabelo com uma cor bonita fica legal de qualquer jeito). 

Mas acho que ainda não tenho aquela coragem pra tirar a ~virgindade~ do meu cabelo. Porque, por mais que eu me irrite as vezes com esses fiozinhos danados, eu ainda gosto dele, e a cor também não me é das piores. Enfim. Estou acabando o texto e já não me sinto pra baixo / desanimada. Logo, a vontade de mudança no cabelo cessou um pouco. Mas, e isso eu prometo pra mim mesma, um dia deixo meu cabelo legal.
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Sobre as fotos:
1ª: eu to vestida numa tentativa de ser ~gótica~, mas isso era um trabalho de aula; e foi a única que eu encontrei nesse computador de cabelo comprido (talvez seja a única que há, sem contar as que tem família junto q;
2ª: to na praia, vento super indelicado na minha cara. Recém tinha cortado o cabelo (sozinha);
3ª: qualidade da foto super mega blaster ruim. Mas né, é o que tem.

To cansada, to cansada, to cansada

23 de março de 2012
Hoje foi mais um dia comum. Acordei oito da manhã, decidi não tomar café, arrumei algumas coisas aqui, outras ali. Comi uma maçã, para compensar. fiquei vagando pela casa e depois liguei o computador para terminar de fazer um texto (arrumar uma entrevista). O tempo passou rápido. Almocei, mas nem lembro o que tinha na mesa. Lavei a louça e depois brinquei com meu gato. Fui fazer mais não-sei-o-quê no computador e passei assim a tarde. Bem inútil, mesmo.

Tomei banho, comi, escovei os dentes, arrumei minhas coisas correndo, fui para a parada esperar o ônibus. Tudo exatamente normal. Fui para a aula e fiquei lendo o livro do Robert Capa. E acabei, já estava nas últimas páginas. Chegaram meus colegas e bom, agradeço por ter eles comigo. Eu seria mais sozinha do que nunca se não os conhecesse.

Juntei meu material, peguei a mochila e pus nas costas. Mochila que está ficando cada vez mais pesada e machucando minhas costas. Fui até a parada, pegar ônibus novamente.

Cheguei. Mochila no chão. Fiquei esperando no msn. Li o que eu não queria. E isso pode parecer bem adolescente, e talvez seja mesmo. Não quero explicar nada aqui, mas quero deixar claro uma coisa, que se torne definitivo para mim: to precisando tomar novos ares. Mudar, sair, trocar de ideias, conhecer novas pessoas. To cansada já de ficar pensando na mesma coisa durante todo esse tempo. Acho que não to bem.

A vida que ninguém vê - Eliane Brum

21 de março de 2012
Livro que consta no plano de ensino da cadeira de telejornalismo I, da faculdade de Jornalismo que faço, me chamou atenção de início pelo nome. "Qual é a vida que não podemos ver?", foi o que pensei. Peguei o livro na biblioteca e fui ser feliz lendo.

"A vida que ninguém vê" inicialmente foi uma coluna, bem famosa na época, publicada no jornal Zero Hora, no final dos anos 90. Esse livro reúne então 21 dessas crônicas-reportagens.

A jornalista e escritora Eliane Brum em "A vida que ninguém vê, trabalha com assuntos que quase nenhum jornalista - ou qualquer um de nós, na verdade - não olharia ou não daria muita importância. Numa linguagem simples e ao mesmo encantadora, Eliane fala do carregador de malas do aeroporto que nunca voou, sobre o mendigo que nunca pediu nada, sobre o álbum de fotos jogado no lixo, encontrado por uma senhora. De um jeito único, o livro faz da estranha e tão comum realidade parecer ficção.

BRUM, Eliane. A Vida que Ninguém Vê. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2006.

Ligeiramente fora de foco - trecho

— Divisão Americana, senhorita Parker na linha.
— De que cor é seu cabelo, senhorita parker?
— Quem está falando?
— Qual a sua música favorita, senhorita Parker?
— Como você está?
— Acho que estou ligeiramente apaixonado.
— Dói muito?
— Encontro você na cantina daí, em quinze minutos.

Quando ela entrou na cantina, eu estava parado no bar, com a cabeça nos cotovelos, olhando as garrafas na minha frente. Ela veio direto para o bar, apoiou os cotovelos no balcão e disse:

— Olá.
— Seu cabelo ainda é rosado.
— Se me deixasse esperando muito mais, estaria todo grisalho.
— Estava esperando?
— Não. Casei e tive seis filhos.
— Espero que eles gostem de mim.

(Robert Capa in: Ligeiramente fora de foco. Ed. Cosac Naify, p.91)

Quem sou eu?

11 de março de 2012
Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.

A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.

Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.

Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.

Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.

Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.

Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.

Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.

Você está fazendo sua lista? Tô esperando.

Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.

Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.
Martha Medeiros

Faculdade – nada é tão certo

8 de março de 2012
No início do ano passado eu entrei na faculdade e comecei a cursar Jornalismo. Entrei com bolsa, então não tive muito tempo para pensar sobre o que eu realmente gostaria de fazer. Escolhi meio que no impulso, porque tinha que escolher algo. Eu já tinha alguma atração pela área, não sabia exatamente como era, mas achava que talvez fosse legal e combinasse comigo (gosto de ler e, de vez em quando, me arriscar a escrever). E quando entrei eu pensei: “É isso o que eu quero”. Claro, foi isso o que pensei de início. Pensei isso porque fiquei muito empolgada quando vi o estúdio de rádio, de fotografia e o de TV. Também fiquei empolgada porque todos os professores eram animados, mostrando total amor ao que fazem (quando eu percebo essa animação nas pessoas em suas profissões eu fico automaticamente encantada com o que elas fazem, seja lá o que for).

Mas agora, já no terceiro semestre e pensando um pouco melhor no assunto, eu não sei mais se é isso que realmente quero. Eu gosto dessa parte de escrever, ler, estudar sobre algo. Mas acho que gosto mais como uma coisa sem compromisso, não sei. E não me sinto tão bem capacitada para redigir informação, me acho um tanto meio por fora de tudo. 

Gosto de escrita porque é algo que se cria, que se inventa. Gosto do que é criativo, do que se faz. Por isso penso em dois outros cursos como alternativas: Publicidade e Propaganda e Design. Mas ainda não tenho nada certo na cabeça. Outros cursos que já pensei em fazer, e que talvez um dia, bem mais adiante, eu faça. Letras, Artes Plásticas e Design de Moda são as outras opções. Como eu disse, nada é certo. Mas são esses meus maiores interesses, eu acho. 

Nada é certo. Quem pode me dizer que talvez eu não faça Biologia, Paleontologia ou Veterinária? É difícil escolher quando se quer muito e não se sabe quase nada. Mas, de algum modo, essa dúvida entre o que se fazer não faz tão mal assim. Como já disse Renato Russo, somos tão jovens. Temos tempo pra muita coisa. O ruim é que pensamos que as coisas acontecem tão rápido que acabamos querendo tudo pra agora. Talvez não seja assim que tenha que ser. Eu penso que quero passar a vida toda estudando, não me importa tanto se vou usar aquilo ou não. Minha preocupação maior é saber por onde eu começo. É, posso bem dizer, uma dúvida boa. Pelo menos quero alguma coisa da vida, mesmo não sabendo bem o quê. 

Desejo muita boa sorte pra quem for escolher algo pra estudar, e pra quem já começou esse ano, bom, tem mais vida do que se pensa. Tem tempo pra decidir, trocar, fazer de novo, errar mais um pouquinho. Eu to começando a entender isso.

Wake - Lisa McMann

"Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. 

Ela não pode contar a ninguém sobre isso - eles nucam acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. 

Mas, de repente, Janie fica presa em um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela é mais do que uma mera espectadora. Janie se torna uma participante..." 

Isso é o que nos conta a sinopse da contracapa, e é assim que se procede a história do livro. Janie é uma garota que mora com a mãe que  parece não se importar com a filha nem com a vida, estuda com suas amigas, ricas, e começa a ver com olhar diferente aquele guri todo estranho da escola. Com pouco dinheiro e praticamente independente, trabalha num asilo o máximo de turnos possíveis para conseguir ir para a faculdade. 

É um livro pequeno, com linguagem e leitura simples. Sua narrativa é como se fosse um diário - tem sempre as datas e horários - porém escrito em terceira pessoa. E é essa terceira pessoa que, ao mesmo tempo que intriga, também fascina. Intriga, talvez, por ser uma terceira pessoa escrita sempre no presente, parecendo que assim tira um pouco da emoção da história. E bom, fascina porque deixa tudo num tom de agilidade, como se quem está lendo pudesse estar dentro da narrativa junto com os personagens.

Wake é o primeiro livro da trilogia "Wake", "Fade", "Gone". Não li os outros, mas em breve pretendo ler, dá curiosidade de saber o resto da história :3.

Editora: Novo Século
Autor: Lisa McMann
Ano: 2010
Número de páginas: 205
 

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