Sobre demora, arte e provas

5 de maio de 2012
Nossa, fazia tempo que não acordava cedo. Quando eu ia pra escola (meu Deus, isso já faz quanto tempo?) era fácil acordar, estava acostumada. No pouco tempo que trabalhei também. Mas não estou mais estudando (de manhã) nem trabalhando. Ou seja, não estou nem um pouquinho apta a me levantar e ainda não ter sol direito. 

Pois bem. Hoje tive que acordar cedo. Tinha combinado de encontrar com a Edily no Senac às 9 horas, porque esse seria o primeiro horário do primeiro workshop do dia que participaríamos. Acontece que demorei um tantinho pra por o pé no chão e sair da cama e mais um tantão depois pra conseguir finalmente sair do banho. Ainda demorei pra secar o cabelo, demorei pra arrumar os materiais que precisavam pro workshop e tal (materiais que mal usei) e depois demorei até chegar na parada de ônibus e perceber que faltavam 10 minutos para 10 horas. Meu pai deu carona, mas sabe comé. Demora um tantinho pra pegar a carteira, demora um tantinho pra abrir o portão, demora um tantinho pra ligar o carro, demor"CALMA MARINA, vou abastecer o carro antes". Quando eu vi, já era 9 horas quando ainda estávamos no posto de gasolina.

Pequena explicação: Senac é o lugar onde a Edily trabalha e estuda. Edily é a minha melhor amiga. Então, lá nesse tal de Senac hoje (03/05) teve uma feira de oportunidades (não me lembro direito o nome, deve ser esse), que era basicamente um monte de workshops, que não são nem oficinas, nem palestras: é uma mistureba dos dois.

O primeiro momento era com a  ilustríssima Carla Meyer. O objetivo era tentar fazer todo mundo pensar sobre nossos projetos de vida, direcionamento, foco. Como fazer isso ficar legal, sem ser uma coisa clichê, maçante? Simples, colocando a mão na massa. O que nos foi proposto era desenhar nosso projeto de vida apenas utilizando a folha na nossa frente e o material também à nossa mesa, seja lá o que fosse. Depois trocávamos de mesa para poder rabiscar nossos projetos de vida na folha dos outros, com outros materiais. Foi no mínimo interessante a sensação de poder rabiscar no trabalho dos outros, e também a questão de pensar em tudo que tu quer na tua vida em tão pouco tempo - e tendo que colocar no papel.

O segundo momento foi sobre customização, ou algo assim. Customização de acessórios acho que seria mais exato. No início foi uma baita bagunça, tanto de material (um monte de pedrarias pra cá, zilhões de fitas pra lá, uns tecidos no chão). Depois da bagunça inicial, aquilo piorou, ficou mais bagunçado ainda, er. Mas foi legal, sei lá, eu gosto dessas coisas de ~faça você mesmo~. O que eu fiz foi um colar (não sei se é exatamente um colar, mas enfim, é parecido com um).

Um colar (?) feito de feltro, tule, pedrinhas aloca e fita mimosa. Um amor né (ou não)

Enfim (note que eu adoro falar "enfim" pra tudo), foi nisso que deu o workshop de customização. Depois teve um de criação de blogs, mas prefiro não comentar a respeito (não gostei u.u).

Fui pra parada do Centro correndo. Peguei o primeiro ônibus que quase chegasse em casa e corri, de novo, até em casa. Toda essa correria por dois motivos: primeiro, porque logo em seguida eu tinha aula. Segundo, eu tava morrendo de fome.

E não tinha nada de bom pra comer em casa. Mas tudo bem né, quando se tá atrasado meio se que esquece desses detalhes né? Fome, vontade de ir ao banheiro, os materiais pra aula, o livro que dá devendo pra biblioteca há uma semana e tal. Só se liga dessas coisas quando chega no lugar.

Acontece que o mais frustrante de tudo foi chegar na aula e ainda não ter aula. Digo, cheguei correndo em casa, saí correndo de casa, cheguei correndo na faculdade pra correr pra sala de aula e ver que a professora não chegou. Tudo bem, tudo bem, é só esperar. 19h30. 20h00. 20h30. Mano, cadê professora? E eis que surge a professora na sala. Era dia de entregar as provas, e a indignação veio de presente. Tipo, a prova valia 6, eu tirei 4 (eca). E o pior não foi isso: a prova, que valia 6 e tirei 4, precisava de mais um complemento, algo tipo um trabalho né, pra chegar a nota 10 (olha que inteligência a minha, 6+4 = 10). Acontece que a professora nem tinha recolhido o trabalho que tinha passado outro dia, como é que ela poderia já lançar as notas, COMO? Sei lá. Acho que ela (a professora) bebe antes de vir para a aula. E depois que sai da aula. E talvez ainda durante a aula, só que sem os alunos perceberem (essa é a única explicação que encontrei até agora).

Aí, ainda indignada, fui (junto com o resto da turma, todos indignados por sinal) falar com a senhora professora doutora sobre a nota. E sim, era essa mesmo a nota que ela tinha lançado, mas que iria ajustar depois que entregássemos o resto dos trabalhos. Bem melhor assim, mas pra que assustar, fessôra?
  1. Gosto taaanto desses posts pessoais, sabe? E, a propósito, adorei o seu colar, você leva jeito! ;) Hahahah. Beijão.

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  2. Que dia mais corridooo! Adorei o colar, ficou uma graça, juroooo! Se algum dia você não tiver o que fazer com esse colar, vou adorar recebê-lo de presente, rsrs.

    Beijos!

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