Dançar talvez seja a solução

24 de setembro de 2012
Sábado eu estava a cara da desgraça. A maré vermelha havia chegado até mim, meu ânimo estava negativo e, para variar, estava irritada. Muito. Irritada. Outra coisa maravilhosa também era que eu já tinha acordado com dor de cabeça, parecia que tico e teco estavam martelando meu cérebro, len, ta, men, te. Só isso bastava para prever a merda que poderia ser o resto do dia. O que em parte realmente foi.

À tarde eu iria, junto com minha irmã e mais um povo, arrumar um salão para a festa que haveria de noite, mas apenas fui e voltei. Cortei alguns enfeites, dei meia volta entre os que estavam de fato à serviço e me vi indo para casa logo. Mas não era preguiça não, era dor de cabeça, enjoo, um pouco de cólica mais um pouco de tontura. E fome também. Com todas essas coisinhas me irritando, tudo que eu não queria era continuar de pé fazendo sei lá o que. Acontece que só quando eu cheguei em casa eu fui me lembrar que meus pais não estavam em casa, que minha irmã não estava do meu lado e que a porta estava trancada. E eu, sem a bendita chave.

Não tendo lugar para ir, nem entrar, me vi sentando no chão do pátio da frente. E olha que nem fiquei irritada por me ver  provisoriamente sem teto. Observei as florzinhas coloridas da primavera, meus gatinhos que iam e vinham, os carros passando e tudo mais. E nem me irritei. Acho até que a dor de cabeça passou um pouco. Mas se eu fosse criança, aquilo seria um pouco diferente, porque eu não estaria no chão e sim no topo do pé de goiaba (meu favorito). Pena que meu pai cortou o galho que dava para subir pelo principal acesso ao topo. Pena, porque, se ainda estivesse lá o tal galho, eu poderia esquecer um pouquinho que tenho 19 anos e escalar as galhagens até ficar lá em cima, bem no alto, coberta pelas folhas e sem ninguém me ver. Aí poderia observar as pessoas.

Porém eu estava no chão, assim como meus gatinhos. E o meu bebê, lindo como ele é, estava com aquela carinha maravilhosa de quem quer brincar, e, como eu não nego nada para ele, me vi pegando um galhozinho de qualquer árvore e arrastando pelo chão, só para ver ele correr com os olhos esbugalhados mostrando que está feliz. Coisa mais amor. E foi assim até meus pais chegarem.

Mas, enfim, chegou a noite e também a hora da tal festa (janta + festa, na verdade). Se eu já estava desanimada pela manhã e tarde, de noite eu estava com vontade de mandar todo mundo para longe. Pensem comigo: quem, com dor de cabeça contínua, com cólicas esporádicas e de mau humor conseguiria sair, ainda mais para um lugar com música alta, com pessoas à volta e tal? A resposta quase certamente seria para todos os casos um grande NÃO!, mas, não sei como, consegui reunir forçar para me arrumar, colocar qualquer roupa e pôr o pé pra fora de casa.

Ainda assim, minha cara irritadiça e meu mau humor permaneceram fiéis comigo. Jantei (estava tudo muito bom), comi cupcake, tomei Coca. E ainda com aquela cara de quero-ir-pra-casa-agora. Aí, quando eu achava que nada tinha mais solução, que o jeito era conseguir uma carona para casa ou ligar para meu pai para me buscar, começou a música. Sei lá o que tocou, sei lá quem do meu grupinho deu o primeiro passo rumo a pista. O que eu sei é que me contagiei e me surgiu uma súbita vontade de dançar. Até estranhei que aquele mesmo corpinho que agora estava se agitando ao ritmo de qualquer música era o mesmo que até a pouco era composto por 70% de desânimo. Foi assim até às 3h da madrugada, e não me reclamei de nada.

Acho que descobri o que fazer quando me atacar essas crises de sai-pra-lá-todo-mundo.

Update 28/09: mudei a imagem do post, essa tem mais a ver (daqui).
  1. Eu não sei dançar. Eu não gosto de dançar. Dançar cansa muito. Mas ainda assim pode ser remédio, aponta alguma fonte que eu não me lembro. Relaxa o corpo e mente, li uma vez...

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    1. Dançar de verdade também não sei, o que "danço" é apenas tentativas frustradas, haha. Sabe quando se tá sozinha em casa, sei lá, varrendo a sala? Então, essa é melhor hora de colocar uma música alta e dançar com a vassoura. Não tem melhor dança (:

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  2. Me sinto ridícula dançando... Mas, algumas vezes, quando estou sozinha, coloco uma música e danço... sem ninguém olhando. enfim.

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  3. Estou sem tempo sabe, é triste, mas eu vim aqui só falar que o blog mudou de link, agora é simplesmente blogdaaninne.blogspot.com.br, se colocar no link antigo, vai dar como removido, mas ele apenas mudou certo? Gostaria aqui e, caso posso me ajudar a divulgar isso, agradeço, porque muita gente vai achar que removi o blog ):
    Desde já, agradeço.
    (preciso dizer que essa postagem tá perfeita?)

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  4. Sempre uma festinha para animar, nada melhor em...
    Att.,
    Luks

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  5. Dançar é a melhor coisa do mundo. É como se revivesse a alma ou coisa que o valha. Em alguns momentos vale mais que um copo de coca cola ou uma barra de chocolate.
    Beijos.
    Amor, Ana.
    P.S.: Adorei seu blog, é um amor. Estou seguindo.

    http://quemprecisaviver.blogspot.com.br/

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  6. Bom, da situação ruim pelo menos veio o aprendizado, não? Acho que tudo é uma questão psicológica. E se a gente não pensa na dor, vai por mim: ela desaparece.
    Abraços.

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  7. Dançar sempre me anima e por um momento esqueço de tudo. Acho também, que é porque ela vem da coisa que mais amo no mundo: a música.

    http://nerdicesdeumagarota.blogspot.com.br/

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