Selo (que não é de carta)

25 de outubro de 2012
Não costumo postar aqui no blog nada que seja meme ou selo, ou qualquer coisa que seja assim parecido, por motivos de: não receber. Sério, acho legal essa ideia de fazer algo que mobilize a responder questões em conjunto e tal. Mas acho que como sou um tanto antissocial até virtualmente, fica difícil alguém se lembrar de mim para movimentos desse tipo.

Enfim, fiz esse parágrafo acima enrolando para dizer somente no segundo (que aqui está) que recebi um selo da Andressa (Andressa, muito obrigada <3), que consiste em responder três (03) (t-r-ê-s) perguntas e depois indicar 10 blogs. Não sei se tenho quantidade suficiente de blogs em mente para repassar a ideia, mas as perguntas ficam respondidíssimas aí abaixo:

Sua paixão (não tem interrogação, mas creio que seja pergunta) 
Só de dar uma bisbilhotada por cima do meu blog dá para perceber meu amor por gatos. Sim, é uma paixão insana, arrebatadora, que infla em meu peito, domina meu corpo e alma, e que me faz sair como uma louca varrida atrás de qualquer gato que vejo por aí. Sim, estou falando dos felinos e não ouse rir do que estou falando. É mais forte que eu.

Tenho (ou tinha) uma foto de quando eu era pequena em que estou sentada no chão, de cabelos espevitados, com roupas folgadas e de olhos completamente vidrados numa gata de olhos azuis e pelo bem tratado. Não achei mais a foto em lugar nenhum, mas se fosse definir essa paixão em foto, aquela seria perfeita para a ocasião. Detalhe curioso sobre essa gata de olhos azuis da foto que eu disse: era da vizinha da casa aos fundos da minha (mas não no mesmo pátio, obviamente), e ela ficou "perdida" lá em casa durante uma semana. Mwhahaha.

Se você ganhasse uma viagem, para onde iria?
Olha, se eu ganhasse uma viagem, essa com certeza seria uma espécie de pé na bunda para fora de casa para não mais voltar. Seria o início do Fantástico Mochilão Da Marina - que percorreria, basicamente, esse mundão quirido de meu Deus (só não faria muita questão de ir para lugares onde mosquitos apresentam maior população que a humana). Ooou seja, (quase) qualquer lugar me serve. Mas começar por alguns países da Europa não seria nada mal, hein.

Não, mentira, eu não iria para os Pólos nem navegaria de barquinho em alto-mar. Acho que iria para o Egito conhecer algumas múmias primas da Vera Fischer, depois Alemanha (Berlin), Itália, Polônia (Cracóvia, pra pesquisar também das parentadas de lá), Irlanda, faria caminho pra Meca, pra Santiago de Compostela, e pra onde mais minhas pernas e bolso aguentariam.

Quem você levaria para uma ilha deserta?
Essa pergunta me cheira a Verdade ou Consequência, ou qualquer brincadeira que envolva te enrubescer quando menor, rs. Sei lá quem eu levaria, talvez a minha irmã. Ela é bem parecida comigo em vários sentidos, somos frescas moderadas.

Mas vamos discorrer sobre essa pergunta: o que mesmo se faria numa ilha deserta? Porque para mim isso seria algo do tipo "vamos morrer lentamente aqui, meu bem". Mas nem pensar que me refugiaria numa ilha, nem na hipótese de estar sendo perseguida por macacos alienígenas vindos diretamente de Plutão querendo vingar o rebaixamento e colocando a culpa toda na minha pessoa. Essa coisa de ilha/mar/areia nas unhas não é comigo. Eu nem gosto de praia, eu nem sei nadar. Com essa pergunta eu só consigo imaginar as cenas do Náufrago, com a diferença que o Wilson seria a minha irmã.

Estou digitando nesse momento da minha ilha particular, apenas VIP's, bjs.

Os blogs: Crying Lightning, Vírgula Assassina, Doce Ilusão, Sem querer me intrometer, Limbo Criativo, I Want You Paradise, A Vida em Letras (...). Não sei mais quem indicar, então deixo aberto para quem quiser fazer esse mini-questionário. <3

Organização seletiva

19 de outubro de 2012
Nunca fui adepta de vídeo-games, me julguem.

Sou desorganizada desde que me conheço por gente. Brincava, jogava tudo no chão sabendo que aquelas coisas algum dia deveriam voltar para o mesmo lugar de onde vieram mas, oh!, nunca voltavam e eu não fazia a menor questão disso (no outro dia os cômodos da casinha já estariam montadinhos, sinônimo de mais tempo para brincar). Por causa disso, de nunca arrumar minhas coisinhas, sempre me perdia entre aquela  mistureba que ia de cabeça de boneca a temas de aula que se perdiam por aí. E de bagunça em bagunça, de não achar um brinquedo aqui, outro ali, acabei por perder praticamente todas as minhas ferramentas que utilizava para contar as histórias que inventava com minha irmã.

Apesar disso, sempre tive um lado devo-arrumar-porque-é-meu, fruto do egoísmo que me acompanha há um booom tempo (minha irmã que o diga). Então, os meus brinquedos, aqueles que eu não compartilhava com a Natalia ou que eu apenas intitulava É MEU! (mesmo não realmente sendo) eu organizava, guardava, cuidava. Mas essa organização não se dava só com m e u s brinquedos, porque né, acho que não sou de todo tão ruim assim. Eu tinha dias e dias, vontades e vontades. As vezes decidia que arrumaria todas as bonecas (as pouquíssimas que eu tinha - eu não gostava de bonecas), ou então que arrumaria os bichinhos de pelúcia, meus e de minha irmã. Também tinha as arrumações temáticas do tipo "hoje acordei com vontade de ter tudo rosa", aí fazia um Cantinho Do Rosa no quarto com direito a tudo que fosse daquela cor. Coisas assim.

Então cresci, virei essa criatura que sou hoje e continuo com essas mesmas características de ontem. Meu quarto é uma zona, a escrivaninha do computador é uma zona,  a sala, o chão, minha bolsa, meus escritos nos papéis também. Até me impressiono que nenhum desses objetos até hoje não tenha criado vida só pra me xingar e me dizer que coisas inanimadas também têm dignidade e precisam de um lugar saudável para morar. Mas como quando pequena, também tenho o meu outro lado, o lado que seleciona o que devo arrumar ou não.

A começar pelo que eu escrevo:  é uma desordem as minhas anotações no papel, mas pelo menos os papéis em si são super organizados. Eu usei fichário durante todo o colégio (menos de 1ª à 4ª série, porque não podia), então tenho todas as folhas de cada matéria separadas por ano, e também todas as provas e trabalhos. Minhas folhas da faculdade eu organizo em pastas, uma por semestre. Até na hora de lavar louça eu tenho minha organizaçãozinha: separo por materiais (plásticos, metais, vidro etc) e por tipos (talheres, copos, potes...). Meu quarto, como já falei, é uma zona, mas onde ficam meus pertences estimados permanece intacto.

Eu não saberia direito como "classificar" essa seleção. Pode ser birra, pode ser preguiça, pode ser qualquer coisa. Mas acredito que pode também ser uma falta de disciplina mesmo, me faltando é ânimo pra fazer um rotina organizada. (Pensei nisso enquanto lavava a louça da manhã).

Rapidinhas sobre coisas aleatórias

17 de outubro de 2012
Já pode me chamar de tia
Tenho uma coisa para falar: sinto cada vez mais que minha velhice já chegou faz tempo,  mas que ainda falta o corpo ficar sabendo disso para começar a envelhecer também. Tudo bem que eu nunca fui a mais animada do meu grupo de amigos, mas noto que estou cada vez pior: nem tenho mais grupo de amigos.

A maior diversão que consigo ter as vezes é baixar filme e ver sozinha em casa, comendo qualquer coisa (as vezes essa "qualquer coisa" chega a ser granola! por favor, ainda não me internem). O meu único amigo que eu tinha era um gato (sim, felino). E que morreu. Atropelado. Esta minha situação está cada vez mais deprimente. Onde se encontra essa fonte da juventude que faz todo mundo ficar a fim de ir em três festas por noite, vomitar até às 6 e depois ir para a aula? Não que eu queira que isso aconteça comigo, mas se me convidassem agora para sair é certo que eu daria qualquer desculpa do tipo "to gripada", "to com dor de cabeça" ou então "ah, to fazendo trabalho" e ficaria encarando a parede enquanto o download não termina.

observação: as vezes quando eu digo que estou com dor de cabeça eu realmente estou com dor de cabeça. Isso também vale para o estou gripada e o ah, to fazendo trabalho. É sério, ok.

Receita de bolo de Trakinas!
Uma maravilha que eu descobri hoje: bolo de trakinas é uma maravilha! Segue a receita:

Faça um bolo de chocolate;
Divida-o ao meio;
Coloque trakinas nesse meio;
Faça uma cobertura maravilhosa de chocolate.

Pronto, eis um bolo de Trakinas!

Bora escrever no NaNoWriMo
Uma coisa que eu descobri recentemente é o NaNoWriMo, que é a sigla em inglês que corresponde a mais ou menos "mês nacional de escrever um livro", organizado lá nos Estados Unidos, mas que acontece em nível mundial, incluindo o Brasil. Bem, o grande objetivo disso tudo é motivar aquelas pessoas que sempre tiveram vontade de escrever algo mas que, por falta de tempo ou disciplina, acabam sempre adiando. Quando eu era pequena (lá pelos 8, 9 anos) já pensei em "nossa, quero escrever um livro e ficar famosa e dar autógrafo na Feira do Livro de Porto Alegre e ser ryca" mas obviamente já tirei esse pensamento da minha cabeça, pelo menos a parte que diz respeito a dar autógrafos e ser ryca e famosa.

Mas, mesmo sabendo que não tenho ideia nem motivação suficiente para fazer um livro (ou ao menos algo que se pareça com uma história de verdade), dá uma coceirinha nos dedos só de imaginar milhares de pessoas escrevendo simultaneamente qualquer coisa. Ah, vale lembrar que o NaNoWriMo, mais que uma motivação para escritores de gaveta, é um meio de disciplinar as pessoas a escreverem. Não importa o que estão digitando, a princípio, a moral é atingir os 50.000 caracteres digitados. Para isso, é necessário uma enorme dedicação para conseguir escrever até a data limite, que é UM MÊS. Bom, se alguém achou isso meio confuso mas ainda assim sentiu algum interesse, o blog Nem Um Pouco Épico tira as dúvidas mais comuns sobre o evento. Estou criando coragem para participar.

Ensaio sobre a cegueira (isso não é exatamente uma resenha)

15 de outubro de 2012
Eu tenho uma certa dificuldade em escrever sobre livros. Sendo mais específica, em fazer resenhas. Aprendi o passo-a-passo no segundo ano do colégio, depois no terceiro, também na faculdade (em duas cadeiras). Na teoria, eu sei como fazer mas, quando tento colocar na prática, não sai coisa nenhuma. Fico presa, estagnada, sofrendo da "maldição da folha branca" como se estivesse desaprendendo a escrever. Basicamente isso. Até gostaria de relatar mais sobre o que leio, mas aí penso que existem blogs que escrevem resenhas tão maravilhosamente bem que fico com vergonha de postar algo que me deixará enrubescida perto dos outros. Tomo por exemplo o livro O morro dos ventos uivantes. Li, me apaixonei completamente pela história, pelos personagens, por tudo que o envolvesse. Então, toda serelepe por esse amor-miojo pelo livro, abro o Word, digito o título da obra, e paro por aí. Levo uma semana (literalmente!) para decidir se começo escrevendo uma resenha como-deve-ser do livro ou se apenas falo sobre a minha mais recente paixão para com cada personagem. Enrolei, enrolei, e não fiz nada. E provavelmente não farei.

Demorei tanto para escrever que larguei tudo de mão e decidi iniciar nova leitura. O escolhido foi Ensaio sobre a cegueira do José Saramago, que prontamente coloquei em mãos ao ver na biblioteca da faculdade. Quando eu era pequena me arrisquei em ler As intermitências da morte, do mesmo autor, mas abandonei logo nas primeiras 50 páginas. Talvez porque fosse complicado de entender, não só pela escrita lusitana, mas também por tratar assuntos que envolvessem Governo, Militares e Política. Crianças geralmente não curtem/entendem Governo, Militares e Política. Mas então, como eu ia falando, comecei a ler Ensaio Sobre A Cegueira. Ainda não terminei (estou nas páginas finais), mas acho que já posso fazer um texto sobre isso. E isso não é exatamente uma resenha.
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Trânsito normal, carros no sinal fechado aguardando abrir. Abre. Todos os carros avançam, mas um fica. Pessoas se aproximam, indignadas por atrapalhar o caminho, o motorista abre a janela e profere as seguintes duas palavras: estou cego. Mas esse é apenas o primeiro dos que viriam a dizer isso. A partir daí, há uma sequência de pessoas que vão ficando cegas, sem mais nem menos, sem nenhum porquê nem explicação. Apenas se sabe que é uma cegueira branca (coisa desconhecida para a medicina) e que, provavelmente, é contagiosa (o que também é um mistério, como pode uma cegueira ser contagiosa?).

O Governo logo é alertado e, percebendo que esse mal desconhecido se alastrava cada vez mais, fez o que acreditava ser necessário para conter o contágio: inserir todos os infectados por esse misterioso véu branco numa quarentena. Claro, ninguém sabia o que era isso, o que significava que essa quarentena poderia durar uma semana (caso voltassem a enxergar, também misteriosamente), quatro semanas, quatro meses, quatro anos. Tanto faz, desde que o mal fosse cortado pela raiz. Uma vez, numa cadeira de Direito, meu professor disse que o desconhecido é o que dá medo. Vivemos numa sociedade razoavelmente bem organizada porque quase tudo está previsto, para quase tudo temos respostas, sempre tem alguém capacitado para lidar com as situações. Talvez medidas drásticas sejam um pouco melhor entendidas se analisadas desse ponto (entendidas, não realmente justificadas).

É então decidido ocupar qualquer espaço público para abrigar ("esconder" seria mais correto) essas pessoas contagiadas, porque, é sabido, aquilo aumentaria. A primeira pessoa a ser reclusa é o médico oftalmologista que havia avisado às autoridades dessa anormalidade. Sua mulher, mesmo que não cega, se finge de tal e adentra junto com o marido no carro que levaria ao hospício (abandonado, a melhor estrutura por enquanto para abrigar muita gente). Enfim, a partir desse ponto, aquele hospício lota de pessoas e a história do livro se passa quase toda dentro daquele lugar. E também é, a partir desse ponto, que a história fica "interessante".

Saramago, ao tirar os olhos dos personagens, nos faz enxergar o convívio humano de uma maneira diferente. A primeira coisa, e bem simples de uma primeira análise, é o fato de nenhum personagem ter nome. Nem a cidade, nem nada. Cada personagem pode ser um espelho de quem lê. O autor é quem narra, e os chama tal qual como qualquer um poderia chamar alguém, caso não soubesse o nome da pessoa e apenas a visse. Tem o "médico", a "mulher do médico", a "rapariga de óculos escuros", e por aí vai.

"Não tarda que comecemos a não saber quem somos, nem nos lembrámos sequer de dizer-nos como nos chamamos, e para quê, para que iriam servir-nos os nomes, nenhum cão reconhece outro cão, ou se lhe dá a conhecer, pelos nomes que lhes foram postos, é pelo cheiro que identifica e se dá a identificar." (Pág. 64)

O autor também discute sutilmente, enquanto deixa a narrativa fluir, sobre toda a questão estética e moral. O que nós vemos quando não enxergamos? As roupas trocadas, rasgadas, imundas, não têm mais nenhuma importância. O cheiro fétido é para todos, a fome também.

"Acabando nós todos cegos, como parece ir suceder, para que queremos a estética, e quanto à higiene, (...) Provavelmente, só num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são." (Pág. 128)
"Tirando a tristeza irremediável causada pela cegueira de que inexplicavelmente continuavam a padecer, os cegos, valha-lhes isso ao menos, estavam a salvo das deprimentes melancolias produzidas por estas e semelhantes alterações atmosféricas, comprovadamente responsáveis de inúmeros actos de desespero no tempo remoto em que as pessoas tinham olhos para ver." (Pág. 200)

Eu não sei como acabar de escrever esse post. Anotei várias citações, trechos que resumiam muito bem o que eu queria ter escrito enquanto pensava no banho. Mas deixa assim, isso não é exatamente uma resenha.

P.S.: Estou louca para terminar de ler esse livro para poder ver o filme.
P.S².: Sério, leiam esse livro.
P.S³.: Eu não tenho mais Word, como eu disse no primeiro parágrafo. Falei isso porque fica mais bonito. Escrevo agora tudo no WordPad. E escreveria mais, mas tenho sono.

Filmes que vi em SETEMBRO

3 de outubro de 2012

Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes, 1939): Esse filme é baseado no único romance de Emily Brontë, livro esse de mesmo nome. Para quem conhece a história, já posso ir adiantando que segue bem direitinho o livro (só não conta tuuudo, porque é muita história para um filme só). Para quem não sabe do que estou falando e assim ser mais fácil de entender, o filme todo é um flashback, narrado por uma empregada (Ellen Dean). É a história de amor entre Catarina Earnshaw e Heathcliff, mas que não dá muito certo (nada certo, na verdade) por muitos motivos. Um desses motivos é Heathcliff não ser ganancioso e ser pobre e, bem diferente dele, Catarina querer uma boa vida e um casamento (não que ela fosse fresca, mas apenas não queria viver mediocrezinha, rs). Aí, nessa de querer ser madame cheia da graninha, ela conhece Edgar Linton, que é um moço galante, bonito, completamente apaixonado e também muito rico (algo tipo "tchau Heath, to indo com o Ed, beajs"). Eu sei que essa descrição tá meio porca para uma história tão legal e tão clássica, mas, acredite em mim, é muito bom. Recomendo fortemente que leia o livro e depois correr ver esse filme. Eu sei que tem as versões de 1992, 2009 e 2011, mas ainda não vi.

Memoirs of a Geisha (Memórias de uma gueixa, 2005): Anos antes de começar a Segunda Guerra Mundial, Chiyo e sua irmã são vendidas pelo pai para uma casa de gueixas. Ela, pequena, que morava numa ilha de pescadores, não entendeu nada, tanto que nem sabia o que era uma gueixa. Chegando onde havia sido destinada, é separada da irmã e colocada como doméstica. Um dia, num passeio, conhece por acaso o presidente (que eu não entendi presidente do quê). Chiyo nunca se esquece desse acontecimento e fica com o pensamento firme de que um dia o verá novamente. Para isso, decide tornar-se uma gueixa.


Ah, sobre o que é ser uma gueixa, perdoe-me se eu estiver equivocada, mas pelo que entendi é uma mulher que dá pra prazer, mas mas não exatamente no sentido sexual da coisa. É tudo muito visual. Elas dançam, elas se vestem com os melhores quimonos, passam pó em todo o corpo a fim de ficarem muito brancas porque tudo isso é o que é bonito para os homens que frequentam as casas de gueixas. Para ter uma ideia (bom, é desse jeito que mostrou no filme), elas deixam os PULSOS perfeitos porque é essa a única parte, sem contar o rosto, que fica visível. É lindo de ver, é bonito de chorar.

Diary of a Wimpy Kid (Diário de um banana, 2010): Posso começar falando que esse filme é besta? Então, esse filme é besta. É baseado numa série de livros de mesmo nome, e conta a história de Greg, que fica todo mimimi para ingressar no Ensino Fundamental, ou seja o que for, eu não sei como se dividem os anos escolares nos Estados Unidos. Bom, além desse mimimi, Greg tem um irmão mais velho idiota, tem uma mãe que sempre culpa ele das coisas que o irmão faz (clichê, não?), tem um amigo também muito idiota e infantil. Ah, e tem uma história de um queijo que contamina quem o toca. Enfim, é bem bestinha e desnecessário.

Scott Pilgrim vs. The World (Scott Pilgrim contra o mundo, 2010): Já vi umas não-sei-quantas-vezes esse filme, e acho que não me cansarei <3 Por vários motivos: a história é legal, os atores são todos uns fofos e lindos que se encaixam perfeitamente em cada personagem, os efeitos são super UAU e tem música ruins (de propósito, ok?) no meio! Uma maravilha por completo. É a história de Scott, um garoto de 23 anos, que tem uma banda e que está numa ressaca amorosa faz um ano. Aí ele conhece a Knives, uma colegial adolescente (redundância?) inocentinha e tal. Aí ele conhece Ramona Flowers, primeiro nos sonhos depois realmente, e ele cai de amores por ela. Mas, para eles ficarem juntos (imagine também a novinha Knives no pé de Scott), Pilgrim terá que derrotar a liga dos dos 7 ex namorados do mal de Ramona. Soou confuso, eu acho, mas sério, assista. Você. Tem. Que. Assistir. AGORA. 

The Amytiville Horror (Horror em Amytiville, 2005): Muitos anos atrás, uma família é assassinada numa casa por um dos familiares que tinha começado a ouvir vozes de uma hora para outra e acreditava, a partir de então, que todos naquela casa estavam possuídos por alguma coisa, então, né, ele precisava matar todos e foi isso que fez. Muito tempo depois, uma família vê um anúncio de jornal com aquela num preço super acessível então resolvem compra-la, mesmo sabendo da história que a cercava. Aí, o pai da família começa a sofrer as mesmas coisas que o carinha lá de antigamente. 

Eu não gosto de filmes de terror.

The Avengers (Os vingadores, 2012): Quando se trata de super heróis, eu sou a maior desinformada da face da Terra, pelo simples fato de não me interessar. Nunca vejo os filmes que lançam, não vi clássicos (se vi não lembro), nem pus meus olhos em quadrinhos dessas histórias. Até esse O Espetacular Homem Aranha aí recém lançado, que tem o tchutchuco do Andrew Garfield (é gatinho até de sobrenome - risos) eu não assisti. E também não veria Avengers, mas veio um povo aqui em casa para a sessão Cinema na Sala e vi junto. Pelo que entendi da história, todos os super heróis precisam se juntar para evitar a destruição do mundo (?). Acho que é isso. Se eu fosse escolher um deles como favorito, certamente seria o Homem de Ferro.


Breakfast on Pluto (Café da manhã em Plutão, 2005): ESSE FILME É A COISA MAIS AMOR. Conta a história de Patrick (ou Patrícia) Kitten Brady que, abandonado quando criança, procura sua mãe. Mal sabe ele que é filho de um padre e sua empregada, rs. Quando eu disse que o filme é um amor, é porque é mesmo. A trilha sonora combina maravilhosamente com todo o cenário dos anos 60', 70' junto com todas as cores que é a produção, mas, mais do que isso, o ator principal é que é a maravilha: dá vontade de abraçar e dizer "vemk ser minha amiga". Além de um filme bonito com uma trilha sonora impecável, é uma história para se pensar. Patrick é um travesti que gosta desse mundo feminino desde muito pequeno e que, por isso, desde também pequeno não é aceito em lugar nenhum. É rejeitado primeiramente por seus pais ao o abandonarem, é rejeitado na escola, pela mãe adotiva, e depois que sai de casa, é rejeitado por onde passa. Mesmo assim, ele sorri inocentemente fingindo que não vê isso e continua sendo ele mesmo. É para se assistir com todos os sentidos.



Tomboy (Tomboy, 2011): Esse filme trata do assunto delicado que é a definição da sexualidade. O peso do filme é amenizado por mostrar isso na infância, quando tudo é muito natural e inocente. A história: uma família se muda para uma bairro novo e Laure, uma garota de 10 anos, faz amizade com as crianças do local. Ela, que tem o cabelo curtinho e gosta de se vestir como um menino, assume a identidade de um menino, passando a se chamar Mickäel. As cenas de Laure e sua irmã mais nova, Jeanne, são tão naturais que por um momento nem parecem ser um filme e sim uma gravação de momentos de família. É lindo, é fofo, é natural.
 

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