Pra Ser Sincero - Humberto Gessinger

29 de agosto de 2013
Nunca fui de me importar tanto com as pessoas que estão por trás do que gosto. Não sei nomes de atores, não ligo tanto pra quem é o diretor, faço a menor ideia dos nomes dos integrantes da banda. Se eu curti o produto final isso é tudo que me interessa e pronto. Justamente por isso nunca consegui responder ao "quem é seu artista favorito?" dos questionários ou qualquer coisa assim, específica demais. Não me apego a detalhes.

Mas, mesmo não tendo nenhuma estrela favoritada no meu coraçãozinho, sempre rola uma afeição à distância com aqueles que fazem as músicas que ouço. Sabe aquele querer abraçar uma pessoa que nem se conhece só porque se supõe que seja legal? É mais ou menos por aí.


Há alguns anos ouço Engenheiros do Hawaii. Assim, quando dá na telha, nada de fangirlie ou coisa parecida. Não tenhos CD's nem DVD's. Camiseta jamais foi algo cogitado. Em shows não passei nem perto. Nunca vi a fuça do cara. Devo mencionar que não sei decorar letras de músicas? Se houvesse um ranking de fãs, eu estaria naquela faixa onde sou apedrejada pelos talifãs de verdade. É notável o meu desleixo, mas ok, tanto faz, só quero ouvir a música e não importa o resto.

Acontece que o vocalista do EngHaw tem essa aura de gente boa. Daqueles que contam história enquanto tomam chimarrão. Por isso me animei em ler o livro escrito pelo Humberto Gessinger, que conta a trajetória do Engenheiros do Hawaii.


Em Pra Ser Sincero – 123 variações sobre um mesmo tema, HG conta cada passo que a banda deu desde o seu nascimento. Banda que deveria se chamar “Frumelo & Os 7 Belos”, banda que foi feita pra durar uma noite. Sorte que o destino quis diferente e fez com que a banda formada por universitários de Porto Alegre alcançasse Brasil afora.

O livro é cheio de curiosidades sobre a banda nesses 25 anos de existência. Mas não foi isso que me chamou a atenção, já que meu lado fã é lamentável. O melhor da história contada nas linhas são as entrelinhas. Porque essa publicação nada mais é que o olhar do Humberto Gessinger sobre a trajetória de vida dele, e não somente uma descrição de vocalista de uma banda que deu certo. É olhar pra trás e ter muito mais história pra contar. 

Outra coisa legal é que da metade em diante do livro há 123 letras de músicas da banda. A edição também é uma belezura: todo feito com folha de revista ou algo que o valha. O ruim é que é pesado pra caramba, o que torna um pouco dificultoso levar na bolsa. De qualquer forma, é livro pra se ler numa tarde, tomando um chimarrão.

 

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