Boa sensação estranha

31 de julho de 2014
Roubo a expressão do seu Humberto G. para dizer que boa sensação estranha a de ver palavras se concretizarem. Como um escritor que vê seus tantos parágrafos ganharem forma em livro, como um roteirista que tem seus pensamentos encenados. 

Várias foram as vezes que cada momento e movimento que eu queria viver foi descrito em detalhes. E todos foram ditos para você, de formas diferentes, expressando sempre os mesmos desejos. 

E, de repente, como que com mágica ou em sonho (dos bons), eu estou em teus braços, envolta no teu abraço. Todas aquelas coisas sonhadas, todos nossos ditos quase utópicos estavam a um passo de acontecer.

Dei um passo para frente e, você sentado e eu pé, me igualei em altura no banco ao lado. Mas poderia jurar que estava nas nuvens. Como pode um sonho virar verdade? Como pode você estar na minha frente?

Com nossos dedos abraçados nos levantamos juntos. E dançamos uma dança só nossa, que nem a gente sabe a letra mas que mesmo assim sabemos de cor. Tentei não pisar no teu pé enquanto andava cambaleando de euforia, tentei parecer segura de mim enquanto abraçava tua cintura e ficava boba só de te olhar.

E eu sorri, você sorriu, rimos solto. Nada no mundo naquele momento ou depois poderia estragar o que a gente já havia construído de nós dois. De alguma forma, pareciam ser décadas já que eu te conhecia, mesmo a gente tendo apenas duas de vida. Sensação de ser tua muito antes de saber da tua existência somada a vontade de ter te conhecido desde sempre.
  1. Tão bom quando as coisas que estão dentro se concretizam para fora, parece que sonho e vida não tem, enfim, separação. Adorei o texto.

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  2. Oi, Marina! Estou apaixonada pelo seu blog, sério mesmo. Parabéns ♥

    http://centelhasdeamor.blogspot.com

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    1. Awwn, obrigada Nathalia, fique à vontade ♥♥♥

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