Mini book

25 de outubro de 2014

Acho que eu nunca deixei bem claro aqui o quanto eu sempre gostei de lidar com papel. Amo a textura, o cheiro, a possibilidade de trabalhar de diversas maneiras. E papel sempre remete à infância, quando eu achava que simplesmente tudo podia ser resolvido ou reproduzido com ele. Eu já tentei, acredite, fazer patins com rolos de papel higiênico (falhei miseravelmente); perdia noites de sono pensando em como poderia fazer um 14bis (SIM, um avião) com papelão de caixa de leite.


Foi bem simples fazer esse mini caderninho. Para o miolo ocupei só uma folha A4, que cortei, dobrei e costurei como livro mesmo. Não consegui tirar uma foto decente dos detalhes, mas achei que ficou um amorzinho, hehe. Segurar essa miniatura na mão me lembrou das coisinhas que fazia para brincar com minha irmã: mochila de rodinhas (de papelão), caderninhos, vestidinhos. Tudo pequeno para o mundo reduzido que a gente construía. Deu vontade de fazer uma mini biblioteca ♥

Rabiscos no caderno

21 de outubro de 2014
Quando era pequena adorava achar que sabia desenhar como gente grande. Fazia uns rabiscos desproporcionais, metia umas sombras nadavê em todos os cantos (lápis 6B, esfumadinho com o dedo, super sabendo dos paranauê - vi essa dica na Eliana quando ainda ela apresentava programas infantis, mil anos atrás), e voilà, lá estava me exibindo pra toda turma.

Minha irmã "aprendeu" a desenhar imitando os meus rabiscos. Começou a desenhar todos os dias e agora a moleca se encontra na metade da faculdade de Artes Visuais na UFRGS. Já eu parei de tentar e agora só sei fazer rabisco palito, sem frescura alguma.


Como o traço palito é meu amigo, as vezes tento arriscar na tipografia porque tipografia é amor. Faz tempo que minha letra deixou de ser bonita, então né.......... é um pouquinho complicado. Esse love foi rabiscado incontáveis vezes até parecer decentinho. Eu escrevia assim na escola normalmente, o que que aconteceu?



Esse é o desenho do que eu vesti outro dia e ficou mais gordinha que a Marina original.

Isso são fotos de webcam? São sim!!!1 Minha câmera anda tão mais bostinha que o normal que tive nem vontade de pegar ela e tirar aquelas fotinhos meia boca de sempre. Vai de webcam mesmo porque se duvidar ficaram até melhores do que seria com a câmera. Ô tristeza.

Minha vontade de é deixar tudo coloridão, mas e o medo de estragar com tudo, como fica?

Look do dia ilustrado

14 de outubro de 2014

Tempos atrás meu namorado deu uma agendinha super amor para mim. Tinha planos de usar ela como agenda mesmo, mas como sou um poço de desorganização que nem com tudo escritinho no papel adianta, resolvi usar pra desenhar mesmo.

Fui assim semana passada. Chovia bastante, mas não estava frio o suficiente para precisar usar uma calça, então coloquei vestido e meia calça porque eu amo loucamente essa combinação ♥. Sei que a maioria das pessoas tira foto do ~look~ e posta no instagram pra se exibir, porém: 1) não tenho instagram; 2) não sei tirar foto de mim mesma; 3) não tenho espelho em casa que não tenha bagunça atrás. Então fiz o super óbvio de desenhar o que vesti e scanear minhas roupas. Quem nunca scaneou as meias né mesmo? Hehe.

Mini Marina

13 de outubro de 2014

"Mini Marina" é o nome da pasta em que coloquei as fotos de euzinha quando pirralha. Amo essas fotinhas, me acho tão fofinha. Pena que a gente cresce, né? As bochechas gordinhas sumiram, as pernocas ficaram quilométricas e a disposição virou preguiça. Nessa foto de cima eu tô correndo atrás dos pombos, no centro de Porto Alegre. Maioria das pessoas é que corre dos pombos e não para eles, com a justificativa "ai, doenças". Podem até ter, mas awn, são fofinhos. Até hoje se vejo um corro atrás.


Foto aqui em casa, quando ainda tudo estava pela metade e meu tio ainda nem tinha começado a construir a casa ao lado. 


Essa coisa gorda no meu colo é minha irmã mais nova. De fundo tem a bicicleta da Barbie, e foi nessa bicicleta, mais tarde sem as rodinhas laterais, em que aprendi a andar como gente grande. 



Briguei com a impressora para digitalizar essa última foto e por fim desisti. Taí a prova de que sou doidinha por gatos desde sempre, haha.

Tenho bastante foto da infância porque toda vez que a família saía, papai levava a câmera analógica na mão. Da adolescência tenho nada, porque foi um período obscuro da vida em que não tinha câmera digital, nem a analógica funcionava direito. Penso em um dia digitalizar todos os álbuns aqui de casa, mas para isso haja ânimo. Um dia, um dia.

A morte horrível que é comprar roupas

8 de outubro de 2014
Querido diário, hoje foi dia de bater perna em Porto Alegre em busca de roupa amorzinho (porque meu guarda roupa está semi-nu dessa categoria). Saí com minha mãe logo após o almoço, pegamos carona com meu pai e então o trem, que estava uma delícia de cheio, e chegamos numa PoA que não se decidia se estava calor ou frio. No início me arrependi de sair de casa com apenas uma regata sem casaco, mas depois percebi que o tanto de gente a nossa volta faria desnecessário o uso de uma peça extra.

Já fui mais suave na nave na hora de comprar roupa, o que vem tô levando, etc, mas com o tempo fui ficando mais cri cri. Quando pego uma roupa que me agrada na mão, saio catando a etiqueta em primeiro lugar. Nada de ficar medindo no corpo ou até provando antes de ver o preço, que é pra não criar afeição pela dita cuja (assim fica mais fácil de dizer um "aff não gostei dessa porcariaaaa" em alto e bom tom para aquela blusa que poderia ser o amor da sua vida caso não custasse uns 300 pila). Se passar pelo teste de Bonito & Barato, tem que também ver se é algo que eu vou usar realmente. Porque assim, não adianta comprar uma coisa que achei bonita no momento mas que depois vai ficar servindo de cama para os gatos. Se também passar na fase Vou Usar Com Certeza do teste, posso levar que é boa compra.

Tendo em mente esse meu procedimento-padrão, adentrei o máximo de lojas possível. A minha ideia inicial era comprar um vestido dia a dia que desse para usar em qualquer ocasião. Sabe aquelas peças-chave que ficam bem com qualquer coisa? Então, queria algo nesse nível. Tenho um vestido lindão verde que é bem assim. Posso usar com tênis no verão, meia calça e casaco no frio e se colocar um salto dá pra ir numa festa de boa. Versatilidade define bem.

Mas acho que isso é pedir demais, né? Porque foi uma decepção atrás da outra. A cada saída de loja minhas esperanças de encontrar algo bom perdido naqueles mares de pano iam diminuindo, diminuindo... até chegar no nível Queria Estar Morta (eu te entendo, Laninha). Quando eu perguntava por vestidos para alguma atendente, tudo que me mostravam era ou aqueles vestidos de malha com estampa de bicho ou roupa pra festa tipo balada, justinho, piriguete, muito peito-bunda-coxa à mostra (nada contra, mas para mim não rola de jeito nenhum). Isso quando tinha vestido. Um monte de lugares que entrei não tinha um mísero vestido tosco pra eu olhar, dizer que é feio e dar meia volta. Nem isso. Em duas lojas que passei nem foi preciso entrar ou dizer o que eu queria: já me disseram na cara que não tinha nada pro meu tamanho. Hehe </3. Minha mãe, que foi comigo e queria comprar uma blusinha que se encaixasse no Bonito & Barato + Vou Usar Com Certeza, saiu desolada também. Transparência demais, renda (feia) demais, transparência com buracos aleatórios na roupa e renda demais. Em. Todas. As. Lojas. Era. Assim. E quando via algo que era minimamente decente, custava os olhos da cara. Cadê roupa bonita?

Minha sorte é que eu não estava procurando calça jeans. Meio que desisti de comprar jeans depois das tantas vezes que saí esperançosa e voltei pra casa de mãos vazias. Porque tudo é um grande lixinho. Onde estão as calças funcionais, de uma coloração só, sem frescuras de mil pedrinhas e glitter? Onde estão as calças pretas ou cor brim? Onde estão as calças com bolsos? Cadê os bolsos, cara. Cadê. É só olhar pra ala masculina com peças na mesma faixa de preço que estão lá os jeans com textura boa (não como a maioria dos femininos, que é um tecido porquinho e fininho), com bolsos de verdade na frente e atrás. Eu não quero botões gigantes para fechar, não quero que a marca ocupe todo o espaço da bunda, não quero comprar uma calça que tem quatro bolsos que não servem para nada. Também não posso (mas de qualquer forma não quero) pagar 200 reais para ter uma calça minimamente usável, porque sou magrela e geralmente, além disso tudo, não tem nada do meu tamanho se eu não quiser pagar muito caro.

No fim acabei comprando um vestidinho tosquinho mas que caiu bem em mim. Milagre! Não era nem de longe o que eu queria, mas usável e bem barato. Mamãe as vezes diz brincando que para preencher os vestidos e blusas das lojas, só colocando silicone. Olha, com o dinheiro que se usaria para entrar na faca, daria muito bem para pagar um curso técnico de molde + corte e costura e fazer todas as roupas de acordo com o corpo, e nunca mais sofrer sem achar nada que presta por aí. Bem, taí uma boa ideia.
 

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