Cinemateca Capitólio

30 de março de 2015

A Cinemateca Capitólio é um desses prédios bonitos que se encontra facilmente no Centro Histórico de Porto Alegre. Fundada em 1928 como cinema de luxo, o prédio entrou em decadência no fim da década de 60 e foi deteriorando até ser enfim fechado. Tombado como patrimônio histórico de PoA e também do Rio Grande do Sul, a reforma teve uma longa trajetória: começou em 2004 e foi entregue só agora, dia 27 de março de 2015.


Como parte da inauguração da nova fase desse cinema de rua, as sessões do fim de semana (28 e 29) foram gratuitas. Eu e meu namorado chegamos cedo, mas a fila já era gigantesca para o primeiro filme que passaria no sábado, então a solução foi aguardar a próxima sessão, que seria às 19h00.


Muita caminhada pelo Centro e várias fotos depois, entramos na fila novamente e conseguimos os tickets para a entrada. Exibiram Alphaville, de Jean-Luc Godard. Nunca havia visto nada desse diretor, estranhei um pouco do início até a metade o jeito diferente de contar a história, mas depois peguei o ritmo e o sentido da coisa e por fim achei poético.


Depois da sessão iria ter debate com críticos do cinema (olha as cadeirinhas abaixo do telão na foto). Não pude ficar porque já era tarde da noite e estávamos a pé. Mas valeu o passeio: espaço bonito, filme interessante e a melhor companhia do mundo.



Informações

  • Rua Demetrio Ribeiro, 1085 (esquina com Borges de Medeiros)
  • Aberto de terça à domingo, ingresso R$ 10,00 (meia R$ 5,00)
  • Fanpage | Site

Cabelo cortadinho

25 de março de 2015

Fazia MUITO tempo que eu não cortava meu cabelo de verdade (mais ou menos uns dois anos), apenas passava a tesoura nas pontas de vez em quando para o cabelo ficar com carinha de vivo novamente. Acontece que cresceu tanto que eu, preguiçosa de fazer os mil procedimentos para hidratar como muita gente faz, deixei meu cabelo meio de lado e isso fez da metade para baixo uma coisa horrorosa de lidar.

A solução então foi cortar o mal pela raiz, ou quase isso. Cortar curto já estava em meus planos fazia tempo, só era mesmo necessário a vontade de sair de casa. Pedi algo meio assim: acima dos ombros, corte mais ou menos reto e bem repicado atrás. Pedi corte reto, principalmente na parte da frente, porque já me iludi várias vezes achando que poderia ter aqueles fiapos bonitos do lado da franja de um jeito bagunçadinho, mas isso na minha cabeça não rola. Nem fiapo e por enquanto nem franja (sem paciência pra cuidar, muita rebeldia pro meu gosto).

Uma coisa que achei engraçadinha foi a mulher que estava atrás de mim pintando o cabelo se surpreender quando me ouve responder à cabeleireira que tenho 21, quase 22 anos. "Pensei que tivesse uns 12 anos, menina!". Olha que não é primeira vez que me dizem que pareço ser TÃO novinha assim, tipo 12 anos: já ouvi isso em entrevista de emprego. Ok, talvez isso não seja uma coisa engraçadinha de se ouvir.

Just let your pile of good things grow

18 de março de 2015
just let your pile of good things grow

So, what if, instead of thinking about solving your whole life, you just think about adding additional good things. One at a time. Just let your pile of good things grow.

Trecho de Attachments em que a irmã do Lincoln tenta motiva-lo um pouquinho. Acho que serve também para mim. Mesmo vendo a bagunça que é a minha vida, prefiro me desesperar com o montão em vez de arrumar tudo aos pouquinhos. Minha lista de done está eternamente vazia enquanto procrastino como se não tivesse amanhã (ou uma vida para viver).

(Desenhei num caderninho, escaneei e colori toscamente no Photoshop, hehe).

Hector: um perfil

13 de março de 2015
Para quem não sabe, tenho dois gatinhos, um branquinho chamado Bebê e outro ruivo chamado Hector. É desse segundo que eu vou falar.


Hector Bonilla nasceu lá pelo finalzinho de 2011 nos fundos da minha casa. A mãezinha dele, que de tão arrisca sempre ficou do lado de fora, teve mais três filhotinhos além dele. Como a personalidade da gata-mãe não era tão fácil, de início foi quase impossível se aproximar dos bebês.

Até que um dia a gata sumiu. Mesmo pequena, conseguiu carregar todos os quatro filhotes para sabe-se lá qual lugar e assim ficou escondida por mais de uma semana. Depois desse período voltamos a ouvir miados, mas só apareceram dois filhotes: a mãe-gata acabou desaparecendo junto com dois gatinhos mas os outros dois ficaram no nosso pátio, então foi assim que o Hector apareceu na nossa vida e nossa casa.

No início nada foi flores. Hector, tímido tal qual a mãe, não comia se tinha gente por perto. Também não brincava, e preferia interagir só com a irmãzinha. Se a gente tentava se aproximar, logo corria para o lado oposto. Se estava dormindo, acordava. Mas mesmo arredio, nunca colocou as garras de fora; se pegávamos no colo sem o consentimento devido, ele logo tratava de empurrar nosso peito até fazer largar, mas nunca deu um arranhãozinho que fosse.

Com o tempo veio a morte da Paola, a irmãzinha querida dele. Sem família alguma e com carência de sobra, a aproximação veio em seguida. A timidez, sempre presente, começou a permitir carinhos sem cara feia de retorno. E mais que permitir, Hector começou a pedir carinho. Fosse na nuca, nas costas, na barriguinha peluda e bem alimentada, já não importava mais. Se a carícia viesse enquanto estivesse comendo, melhor ainda.

Hoje, pouco daquele Hector arisco que encontramos pequeno e sem rumo anos atrás permanece no Hector de agora. Quando está carente se aproxima, se enrosca nas nossas pernas e fica de barriguinha para cima, esperando o carinho já esperado ser atendido. Se está frio, pula na cama sem medo e aquece nossos pés no inverno. Quando algum de nós chega em casa, no portão, ele é o primeiro a aparecer e dar as boas vindas. O menino todo cheio de não-me-toques se tornou esse lindo pedinte de "toca mais minha barriguinha, aqui ó". Um amor de gato cheio de amor felino para ronronar.

Eu quero meu cabelo assim

12 de março de 2015
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Já que Deus não me fez Taylor Swift, o que resta a fazer enquanto mortal é sonhar com as madeixas loiras e pesquisar na internet como fazer igual. Porque eu tô assim, bem louca das ideias de pintar o meu cabelo como o dela.

Meu cabelo é completamente virgem. Nunca joguei uma tinta nele e química foi só de shampoo. Relativamente gosto daquilo que veio no pacote quando meus pais me conceberam, mas com o tempo fui enjoando. Aquela coisa clássica de se olhar no espelho e se entediar, sabe?

Mas hoje, indo para a faculdade, levei um choque de realidade digna de um #FirstWorldProblems: no ônibus que balançava notei várias meninas com cabelo loiro, mas nenhum chegava nem perto do meu ideal com selo de aprovação Swift. Ou eram desbotados, ou amarelados, outro que a hidratação parecia vencida há trinta anos.

Isso me fez perceber que não conheço nenhuma menina que tenha pintado o cabelo da cor da Taylor então não tenho nenhum parâmetro de cor, profissional, opinião. Outra questão é que, mesmo achando alguém com essa exata cor e com um profissional super profissional, EU NÃO VOU TER DINHEIRO PARA MANTER. Nem dinheiro, nem paciência, mas principalmente o dinheiro. Eu sei que tem milhares de grupos no Facebook ensinando a fazer passo a passo de qualquer coisa em casa, mas sou medrosa. Tão medrosa que venho adiando essa vontade de dar um ~tapa no visu~ só por medo de acidentalmente ficar careca.

Enquanto não crio coragem, fico só na vontade. Foi bom ser loira nos meus sonhos. Amiga Taylor, me ensina como ficar que nem você algum dia.

Dois anos com você

6 de março de 2015
carta para namorado

Mais um ano do ladinho do meu amô e mais uma cartinha ♥ Tem alguns errinhos no meio porque ainda não sei lidar muito bem com uma máquina de escrever, mas tô tentando.

Obrigada por tudo meu menino lindo ♥
 

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