Hector: um perfil

13 de março de 2015
Para quem não sabe, tenho dois gatinhos, um branquinho chamado Bebê e outro ruivo chamado Hector. É desse segundo que eu vou falar.


Hector Bonilla nasceu lá pelo finalzinho de 2011 nos fundos da minha casa. A mãezinha dele, que de tão arrisca sempre ficou do lado de fora, teve mais três filhotinhos além dele. Como a personalidade da gata-mãe não era tão fácil, de início foi quase impossível se aproximar dos bebês.

Até que um dia a gata sumiu. Mesmo pequena, conseguiu carregar todos os quatro filhotes para sabe-se lá qual lugar e assim ficou escondida por mais de uma semana. Depois desse período voltamos a ouvir miados, mas só apareceram dois filhotes: a mãe-gata acabou desaparecendo junto com dois gatinhos mas os outros dois ficaram no nosso pátio, então foi assim que o Hector apareceu na nossa vida e nossa casa.

No início nada foi flores. Hector, tímido tal qual a mãe, não comia se tinha gente por perto. Também não brincava, e preferia interagir só com a irmãzinha. Se a gente tentava se aproximar, logo corria para o lado oposto. Se estava dormindo, acordava. Mas mesmo arredio, nunca colocou as garras de fora; se pegávamos no colo sem o consentimento devido, ele logo tratava de empurrar nosso peito até fazer largar, mas nunca deu um arranhãozinho que fosse.

Com o tempo veio a morte da Paola, a irmãzinha querida dele. Sem família alguma e com carência de sobra, a aproximação veio em seguida. A timidez, sempre presente, começou a permitir carinhos sem cara feia de retorno. E mais que permitir, Hector começou a pedir carinho. Fosse na nuca, nas costas, na barriguinha peluda e bem alimentada, já não importava mais. Se a carícia viesse enquanto estivesse comendo, melhor ainda.

Hoje, pouco daquele Hector arisco que encontramos pequeno e sem rumo anos atrás permanece no Hector de agora. Quando está carente se aproxima, se enrosca nas nossas pernas e fica de barriguinha para cima, esperando o carinho já esperado ser atendido. Se está frio, pula na cama sem medo e aquece nossos pés no inverno. Quando algum de nós chega em casa, no portão, ele é o primeiro a aparecer e dar as boas vindas. O menino todo cheio de não-me-toques se tornou esse lindo pedinte de "toca mais minha barriguinha, aqui ó". Um amor de gato cheio de amor felino para ronronar.
  1. Amor de gato é tudo de bom né? A gatinha mais arisca que convivi foi uma pretinha, que era da vizinha mas a vizinha faleceu e aos poucos ela foi indo pra minha casa. Antes ficava só no jardim, depois foi pra área de serviço, depois começamos a colocar o prato de comida dentro de casa e quando mal percebemos ela já tava com intimidade o suficiente pra miar na janela de madrugada pra pedir pra entrar em casa. Ela viveu 18 anos <3 Muito lindo o Hector, fiquei com vontade de falar dos meus também

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  2. Que lindinho! Adoro conhecer a história de outros gatinhos, e também adoro contar a história das minhas (mas acho que nunca falei disso lá no blog... ainda...) O amor felino é uma conquista mesmo. Hector, sinta-se suavemente apertado por mim! rsrs

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  3. Ai meu deus, que amor a história de vida dele. Gatos são assim mesmo, demora pra confiar mas depois que confiam, não desgrudam mais. Ter um gatinho em casa é uma das coisas mais gostosas da vida. <3
    beijos.
    http://lugaaraosol.blogspot.com.br/

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