Embalos do nosso sábado à noite

12 de junho de 2015

Eu e meu namorado nunca tínhamos ido numa festa juntos até então. Não exatamente por não querer, porque já havíamos falado sobre sair e coisa e tal, mas por preguiça pura, falta de dinheiro, falta de transporte e falta de um motivo que nos fizesse do nada dizer: bora pra festa.

Aí que o motivo nos veio: festa dos 100 dias da formatura. Junto com o motivo não estava anexado o dinheiro necessário, nem um eliminador de preguiça e muito menos o transporte, mas mesmo assim fomos. Né, tem que ter uma primeira vez.

Pegamos carona com o meu pai para ir até o trem (tô com 22 anos na cara e nas costas mas não deixei de me sentir com 14 novamente com meu pai me levando pra festinha, ai céus), pegamos o trem e descemos na estação Rodoviária em Porto Alegre. Depois chamamos um táxi muito louco que não parou em  n e n h u m  sinal vermelho (nenhum mesmo!) e finalmente chegamos vivos à festa.

Cheguei lá e não consegui avistar nenhum dos meus colegas que haviam marcado presença no evento, então Bruno e eu perambulamos pelo bar Opinião para desbravar o ambiente. Nunca fui nesse bar-festa-balada, apenas uma vez que quase entrei para ver o show da Tópaz mas fui barrada junto com os migos da época pois não tinha carteira de identidade junto. Hehe, burrinha. Enfim, primeira impressão: tá cheio. Segunda impressão: meu Deus vai encher mais ainda. Terceira impressão: onde fica o banheiro?

Depois dessas impressões dignas de um relatório científico, consegui achar o bando. Mas não me enturmei, não sei me enturmar, então vida que segue. Fiquei emburrada porque... o que se faz numa festa? Ok, tem música tocando, tem bebida cara, tem gente bebendo bebida cara que nem água, tem gente dançando a música tocando bebendo bebida cara que nem água. Essa parte eu entendi, só não entendi como eu poderia fazer parte disso. Me senti dentro de uma postagem do Tumblr de mil anos atrás, em que todo mundo dizia que era diferentão e deslocado.

Nessa hora meu namorado me traz alguma bebida, bebo e faço cara feia porque não sei beber. Aí ele me arrasta pra pista de dança, a gente bebe mais, fico doidona com as luzinhas que me deixam cega, fico tonta, tropeço pra ir no banheiro e danço mais ainda. Eu gosto demais de dançar sozinha, mas com alguém me olhando morro de vergonha e não movo um pé sequer. Mas lá no meio da pista a luz que me cegava fazia eu me sentir lavando a louça sem ninguém em casa (ai que comparação de véia), e o pouco que eu enxergava era meu namorado dançando comigo. 

Ai, apaixonei mais ainda. Ele, que nem curte dançar, nem curte festa e essas coisas me arrastou no meio da pista só pra me animar. Ele com uma dança toda errada desritmada com a minha dança mais errada ainda me fez perceber o quanto eu amo esse menino. Bateu vontade de chorar, mas aí não sei se era um tiquinho da bebida ou TPM mesmo.
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Festa foi dia 23 de maio. Não há registros fotográficos. Graças, eu tava um caco.
  1. Já disse que amo seus textos? Sério mesmo, adoro ler o que você escreve. Ah, e me identifiquei um tiquinho, só um tiquinho..
    beijos.
    http://www.amandatelo.com/

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  2. Nunca fui em festa com meu namorado pq acho que vou travar total perto dele, nem sei se faz sentido! Mas fiquei feliz em saber que tu não teve esse problema uahuahau <3

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  3. É bom quando a gente deixa a vergonha de lado e dança sem se importar, mesmo sem saber. Muito bom e a bebida ajuda nessas horas né, rs

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  4. não consigo me imaginar dançando pra valer com o boy. a gente é muito palhação pra essas coisas. não rola sensualização HAHAHA é mais pela zoeira e pelos momentos aleatórios da vida mesmo. mas no fim das contas é tão bom esse tipo de interação com o boy né :)

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