Queimei a cara mas tô feliz

30 de outubro de 2016


Acordei as 7 e pouquinho da manhã e meu celular marcava 10 graus. Troquei o vestido com meia calça que tinha em mente por uma calça de moletom numa completa vibe pijama (cinza, e com meias cinzas para combinar), All Star, camisa flanela com blusa de lã por cima e um casaco grandão até quase o joelho. Levei luvas e cachecol porque as vezes sou exagerada mas nem percebo.

Namorado e eu fomos pra Porto Alegre bordejar porque o dia tava lindo demais pra ser desperdiçado dentro de casa. Frio, porém sem vento algum e aquele solzinho que aquece o coração. Contece que não olhei qual seria a possível máxima temperatura. Contece que solzinho aqueceu tanto que o termômetro marcava, lá pelo meio dia, TRINTA E UM GRAUS. E eu com roupa suficiente pra esquimó ser.

Não levei protetor, não tenho chapéu, só tinha comigo um óculos escuros de procedências duvidosas. O sol, tão meigo pela manhã fez a falsa comigo à tarde e queimou de leve a minha cara. Meu couro cabeludo dói um pouco, minhas bochechas, testa e nariz estão levemente avermelhados e eu acho que essa mudança extremamente brusca de temperatura vai deixar uma gripe de presente. Não sei, veremos.

Mas essas coisas só percebi quando cheguei em casa. Enquanto estava lá, vendo Feira do Livro, feira de antiguidades e feira de artesanato da Redenção, tudo estava maravilhoso. Bruno teve que me segurar um pouco porque vi tanto livro que morro de vontade de ler e/ou comprar que mais um pouco agarrava uma braçada do que conseguiria roubar e sairia correndo. Dsclp, meu jeitinho. O que teve de bom também foi o almoço, que era uma ala minuta de respeito, mas que não lembro o nome agora. Espero lembrar, que próxima vez que eu for por aquelas bandas quero almoçar de novo lá.

Costurinhas

18 de outubro de 2016


Terminei hoje de arrumar a camisa da minha irmã. Ela tinha rasgado na manga e estava jogada sem uso faz tempo. O que eu fiz pra arrumar foi só cortar do pedaço rasgado para baixo para depois fazer uma barra bonitinha. Como recém tinha visto um vídeo explicando como fazer barra italiana (daquelas calças ou shorts que tem a barra dobrada), resolvi aplicar o que aprendi na camisa mesmo.

Ainda sobre aprendizados de YouTube, finalmente aprendi como fazer uma barra fininha e bonita! Não que a minha na foto esteja 100%, a máquina na hora não estava ajudando, mas o resultado geral ficou até que agradável. Essa é uma regata que estou tentando fazer e espero que no final seja usável.

Eu passarinho

15 de outubro de 2016




Hoje foi uma ida frustrante à Porto Alegre. Queria ter comprado os materiais de costura que me faltam, mas encontrei todas as lojas fechadas. Pois bem, acabei só almoçando e comprando uma agendinha porque era bonitinha e que do nada me pareceu essencial (o Bruno comprou para mim, na verdade - obrigada <3). Nessa loja em que foi comprada a agenda tava tocando uma música de fundo, que nos últimos dias tem tocado como música de fundo em vários lugares que vou. Não sabia qual era, então fiquei prestando atenção até entender alguma coisa. "take me" e "church" foram as palavras ouvidas e foram essas que mais tarde em casa pesquisei para saber que sonzinho era esse, o que me levou a Take Me To Church, do Hozier. Achei maravilhoso. Achei também esse blog que dá uma explicada divertida sobre a letra.

Na volta, namorado e eu vimos um passarinho frustradamente tentando voar e não conseguindo. Levamos então para casa pra ver o que dava pra fazer. O diagnóstico dos meus pais é que é um filhotão de sabiá que se perdeu do ninho. O problema é que não tinha ninho nem nada em volta, e sozinho onde encontramos seria presa fácil para qualquer gato. Coloquei junto as calopsitas por enquanto, espero que fique bem.

* * *

Terminei de ler It: A Coisa ontem, se não engano, e adorei! Deve ser o maior livro que já li na vida, visto que o calhamaço tem mais de mil páginas. Achava que ficaria mais assustada com toda a questão do palhaço e tudo mais, mas que nada. O que me apavorou mesmo foram os "monstros" que podem ser as pessoas. E ainda sobre livros: tô lendo Stars Wars: A Trilogia de uma forma tão arrastada que não sei se essa leitura tem fim.

Saia amarela, parte I

14 de outubro de 2016


Tempos atrás comprei esse tecido amarelo maravilhoso. Mesmo não sabendo costurar direito (ou quase nada), mesmo não tendo um destino certo sobre o que fazer com ele. A ideia primeira foi fazer uma saia, que evoluiu para a vontade de fazer vestido. Mas eu não sabia fazer vestido, então deixei guardado até o dia que eu soubesse. Bem, vestido ainda não sei, mas testei fazer umas saias com uns tecidos menos favoritos e até agora deram certo. A ideia da saia prevaleceu então e desguardei o tecido.


Tudo que eu tenho é essa velha máquina Elgin aqui de casa. O botão de retrocesso as vezes demora para voltar. Os pontos enfeitados até ficam bonitos, mas é quase impossível trocar de lugar no painel, então o ponto reto é um ponto seguro. A agulha dupla fica torta e por isso não tem uso nenhum. Mas não tem problema: é uma boa máquina, e aprendendo as manhas e birras dela o baile segue em frente. Obviamente somado a muitos vídeos-tutorial do YouTube.


Voltando ao tecido, decidi fazer uma saia midi rodada. Falta comprar a entretela para usar na barra da cintura e também um calcador de zíper invisível para conseguir costurar o dito cujo. Enquanto não compro, vou fazendo o que dá. O legal que para fazer essa saia não precisa de molde algum: o comprimento é de acordo com o gosto e a largura, caso queira fazer com pregas, deve ser a medida da cintura vezes 3. Aí marquei em toda largura do tecido pontos de 2 em 2 centímetros, fui dobrando e alinhavando. Acho que até semana que vem eu termino.

A breguice do amor em Gramado

4 de agosto de 2016






Uma semana depois do dia dos namorados eu e meu namorado fomos para Gramado porque sim. Estava frio, a previsão do clima estava boa e a passagem relativamente barata. Sim, passagem, porque a gente foi de ônibus as seis e meia da manhã para voltar de tardinha. Não temos carro nem dinheiro para hospedagem e várias refeições. E refeições lá são um absurdo, tanto de bonita quanto de custo. Se é gostosa acho que jamais saberei, porque me recuso a pagar 80 reais num almoço. Como já sabíamos de antemão da riqueza das comidas, levamos comida de casa porque pobre é assim mesmo, né. Sorte nossa que, de taaanto caminhar por lá, achamos bem escondido um buffet livre, com comida caseira e tudo, por nem vinte reais. Poucas vezes minha barriga ficou tão feliz.

No título eu disse o amor é brega em Gramado. Deve ser entediante demais ser solteiro por lá, porque a quantidade de casais por metro quadrado é absurda. A cidade é milimetricamente feita para ser destino de lua de mel, aniversário de casamento, presente de dia dos namorados. O que eu gostei mesmo é que os carros, por alguma magia exercida pelo lugar perfeitinho, respeitam completamente os pedestres. Eu poderia atravessar quantas ruas quisesse de olhos fechados que não seria atropelada. Os chocolates também são maravilhosos, as ruas não tem uma sujeirinha que seja. (Ainda na temática brega: todas as atrações são bregas demais) (museu de cera, really?).

É bom levar um cachecol bem quentinho. O que eu levei não era tão quentinho assim então no dia seguinte a dor de garganta não foi maravilhosa.

Cadê o propósito

30 de junho de 2016

Será que existe algum ponto da vida (de preferência bem antes de ela estar quase acabando) que a gente olha para trás e se sente satisfeito, a ponto de pensar "hm, acho que aproveitei bastante até aqui"? Ou a gente vai vivendo e, não importa o que aconteça, é esse eterno bem-que-poderia-estar-melhor combinado com aquela sensação de nunca conseguir aproveitar o tanto que a vida pode dar. Sei lá. Vejo gente que do meu ponto de vista está com a vida feita, com mil viagens, mil realizações, mil cursos e estudos, mas que diz que ainda não achou o propósito de vida. Que dirá eu, então, que nada disso tenho.

Mas sei lá, né. Tamo aí vivendo. Uma hora deve ficar melhor.

Esse blog meio que morreu e eu esqueci de enterrar

30 de maio de 2016
Mentira. Não quero enterrar esse endereço eletrônico, não. Só preguiça de atualizar. Mas vá lá que eu tenho as minhas desculpas esfarrapadas para dar. Primeiro que PREGUIÇA. Segundo que nada acontece. Terceiro que não tenho tirado foto alguma (sei que a princípio esse era um blog de textos, mas como - olha ela de novo - tenho preguiça de escrever textão e nada acontece mesmo para se tornar textão, virou blog de fotos, diário visual etc.). Quarto que mal tenho notebook para editar as fotos que não existem porque não acontece nada para fotografar. Quinto que... é, é tudo preguiça mesmo. Desculpa.

Mas o meu desleixo para com esse blog é tanto que fiz VINTE E TRÊS anos no mês passado e nem noticiei essa desgraça por aqui. Então tó uma imagem desse evento. Daqui a pouquinho saio do "vinte e poucos" para o "vinte e tantos" e pode ter certeza que já estou aos prantos. A crise da juventude chegou por aqui. Eu sei, é drama tosco, me deixa.

O que eu não terminei de ler

3 de abril de 2016
Estou colecionando leituras iniciadas mas não terminadas. Faltam poucas páginas para O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Záfon, mas não termino pela simples preguiça de pegar o livro lá na casa do meu namorado, que foi onde deixei. 

Parei na página 91 de A Dança dos Dragões há dois anos e desde então não mais peguei na mão o tijolo que é aquele exemplar; não sigo a leitura tanto pela preguiça do peso tanto pela preguiça de me envolver novamente com a looonga história do G. R. R. M. - não lembro mais de nada. 

American Gods, do Gaiman, estacionei na página 73 porque, sinceramente, tá chato, mas como comprei o paperback por caríssimos 7 reais, me sinto na obrigação de ler (mas não hoje, nem amanhã). 

Já a minha tentativa de leitura de Anna Kariênina do Tolstói tem sido uma novela. Uns anos atrás peguei um exemplar na biblioteca da faculdade e li até certo ponto, mas como nunca fui disciplinada com datas, acabei pagando várias multas e nem consegui terminar. Aí nesse ano resolvi retomar a leitura, mas com o Kobo. Odiei com todas as minhas forças a versão que baixei em pt-br porque, além de sentir a leitura meio “travada”, havia muita falta de pontuação. Baixei o texto em domínio público em inglês e foi bem melhor… mas aí bateu a famosa preguiça. Uma hora eu retomo.

As Irmãs Romanov (Helen Rappaport) segue interessante como história da finada monarquia russa, já consegui ler 50%, mas no momento tô com preguicinha de ler (nota-se um padrão aqui).

Os Miseráveis, do Victor Hugo, posso justificar dizendo que desde que peguei para ler, já sabia que seria um projeto de leitura para o ano inteiro. Vou ler pouco a pouco todo mês e espero até dezembro terminar.

Mas, mesmo com todas essas pendências citadas, nessa semana eu iniciei O Segredo de Jasper Jones e Harry Potter e o Enigma do Príncipe. E não para por aí: li hoje, numa só sentada, Superman/Batman: Inimigos Públicos e também comecei a leitura de Dublinenses, do James Joyce.

Será que tudo isso é culpa de mal ter lido durante todo o ano passado?

Olá, outono

21 de março de 2016




Yay, começou o outono. Maravilha. Acho que é a melhor estação do ano, seguido da primavera. Quando era criança o que eu mais amava no mundo era o verão, porque eu poderia me sujar, correr, subir nas árvores, tomar banho de mangueira no pátio... mas cresci e fiquei uma velha e chata que não faz mais nada disso, então essas pequenas alegrias de outros tempos não fazem mais sentido, e tudo que eu faço quando começa o mormaço é reclamar.

Enfim. Eu falava das maravilhas do outono. Geralmente nessa estação há vários daqueles dias perfeitos — e isso eu falo da perspectiva do Rio Grande do Sul, não sei como é em outros lugares — em que não é frio nem quente, só tem um ventinho gostoso e um céu nublado. Perfeito para andar de mãos dadas ou vazias por aí. Tanto faz, nessa temperatura amena a vida é boa.

Também é a estação que os casacos começam a sair dos armários, as botas precisam ser lavadas porque os dias de chuva e frio chegam de mansinho, passa-se a comprar café em vez de sorvete. A folhagem cai, os plátanos dominam o chão e podem ser cenário de qualquer foto bonita.

Outono é tão maravilhoso que faz até a cor marrom parecer uma cor legal.

(Ah, as fotos são de maio-2015, achei perdidas no meu Flickr abandonado. E mais uma coisinha: tem Bloglovin? Segue o blog por lá! Melhor lugar para acompanhar os feeds dos blogs, na minha opinião. Se tiver, deixa o link nos comentários!)

4 filmes #1

18 de março de 2016


O Profissional (Léon, Luc Besson, 1994)
Léon (Jean Reno) é um assassino profissional que mora sozinho num condomínio decadente. Mathilda (Natalie Portman), vizinha de Léon, tem uma família perturbada. Certo dia, quando um grupo vem acertar as contas com o pai, Mathilda se vê sozinha no mundo e só tem o vizinho para pedir socorro. Enquanto o assassino ensina a menina a matar, ela mostra o mundo das palavras a ele.

Psicose (Psycho, Alfred Hitchcock, 1960)
Nesse clássico do suspense, baseado no livro homônimo de Robert Bloch, Marion Crane (Janet Leigh) tem sua vida monótona alterada ao roubar uma grande quantia de dinheiro de seu patrão. Durante a fuga, uma tempestade faz com que Marion pare em um motel de beira de estrada. Norman Bates (Anthony Perkins), o dono que cuida desse motel, é um sujeito estranho que precisa explicar aos detetives como Marion desapareceu.

Kill Bill: Volume 1 (Kill Bill Vol. 1, Quentin Tarantino, 2003)
No dia do ensaio de seu casamento, a noiva (Uma Thurman), uma assassina grávida que está tentando mudar de vida, é espancada quase até a morte e leva um tiro na cabeça por Bill (David Carradine) o chefe do grupo e pai da bebê da noiva. Depois de anos em coma, "a noiva" acorda com a necessidade de se vingar de todos os membros do grupo que quase a matou. Há muito sangue, exagero, e fotografia maravilhosa. Trívia: até então eu sempre pensei que "Kill Bill" fosse um nome composto, em vez de "mate Bill", na tradução.

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, Tim Burton, 2003)
Edward Bloom (Albert Finney) é um contador de histórias que adora contar sobre as aventuras de sua vida. Todo mundo se reúne a sua volta e ri, mas para seu filho Will (Billy Crudup) tudo não passa de fantasia e acreditar não conhecer o pai de verdade. Quase no fim da vida, pai e filho precisam colocar as diferenças de lado para enxergar e enxergar o que tem de verdadeiro em toda a fantasia. Filme lindo e colorido, que me fez chorar um lago inteiro. <3
  • Por algum tempo falei aqui sobre os filmes que vi durante o mês, mas como tem meses que assisto nada assim como tem meses que assisto mais de 10, preferi adotar esse formato. Na página do blog posto os filmes assim que assisto. Se tiver Filmow, vamos ser amiguinhos por lá!

Jardim de fevereiro

15 de março de 2016




Plantas são tão fotogênicas, né? Cada vez tenho mais amor por elas e também cada vez penso mais em ter uma casa florida e verde, cheia de vida. Não sei nada de nada sobre como cuidar delas, essas das fotos são as que ficam no pátio de casa e meio que sabem se virar sozinhas. Como é que se aprende a lidar com plantas? Será que é tipo filho, que se entende como lidar só depois que se tem?

O comedor de plásticos

14 de março de 2016

Esse gato está cada vez mais parecendo uma daquelas crianças estranhas de filme de terror ou suspense, mas a gente no papel de pai e mãe precisa fingir que a criatura é normal. Hehe. Tadinho. Ele fica parado num canto da casa por um bom tempo, mia pro além no escuro, e agora deu de criar essa paixão louca & alucinante por plásticos.


 Sim, PLÁSTICOS. É só abrir uma embalagem de qualquer coisa que ele para o que estiver fazendo (geralmente apenas fica deitado num canto da casa repousando a pança enorme de gigante) e corre pra ver que que é. Mas note uma coisa: ele não come comida-comida, só ração, logo não se interessa por nada do conteúdo, só a embalagem. E rói, rói, rói, e nesse momento precisamos sempre interferir pra que ele não se engasgue. Crianças, tsc tsc tsc.

Cortei o cabelinho

26 de fevereiro de 2016

YAY, finalmente cortei meu cabelo. Fazia MUITO tempo que não cortava mais (a última vez foi em março do ano passado), ou seja, tava muito detonado e comprido e seco e com as pontas nadavê. Sabe quando o cabelo simplesmente não tem mais forma nenhuma? Então, tava assim, só que pior. Aliás, nem sei porque sempre demoro tanto pra cortar. Vejo meu cabelo virando uma bosta e faço nada a respeito. Vai entender.

Pois bem, aqui vai o corte explicadinho, para futuras referências. Pedi para que a cabeleireira cortasse meio reto, pouco acima do ombro, mais ou menos na metade do pescoço. Mas também disse para deixar mais comprido na frente e mais curtinho atrás, mas nada muito dramático, só uma inclinação básica para não incomodar tanto no pescoço enquanto estiver solto e para conseguir prender com mais facilidade quando for amarrar. A franja já estava aí; cortei algumas meses atrás e ainda está em fase de crescimento, por isso disse para não mexer nela.

Me sinto mais leve tendo um cabelo que tem movimento - diferente de antes, que tava uma palha que só servia para ser preso em um coque no topo da cabeça. Agora só falta dar uma mudada nessa cor tosca de cabelo que se encontra na minha cabeça a mais ou menos 22 anos.

Cansei um tiquinho dessa coisa toda chamada internet

17 de fevereiro de 2016
Nunca pensei que diria isso, mas: a internet perdeu a graça pra mim. Entro todos os dias nos mesmos sites, vejo as mesmas pessoas e suas atualizações costumeiras, procuro algo específico e fecho as abas. Sim! Passei do mal que sofria anos atrás - o de jamais fechar as abas pois tudo me parecia interessante e legal demais para ser fechado - para o fato que eu consigo e quero fechar as abas porque estão me incomodando. Estranho, né?

Talvez nem tanto.

Desde que entrei para esse mundinho virtual sempre fiquei no meu canto, mesmo querendo estar em todos os cantos possíveis da internet (vide mil contas a qual estou conectada e que acredito jamais conseguir me apagar completamente da internet, caso um dia eu queira). Quando o Orkut era o ápice e postar avidamente era o must, eu já era aquela pessoinha que mudava a foto a cada era e jamais atualizava o perfil com a minha música favorita do momento - como todo mundo fazia. Mesmo quando ia em bailinhos, festinhas, e essas coisas de jovens, nunca senti o ímpeto de atualizar com 20 fotos-sequência da mesma pose na balada logo após chegar em casa. Sei lá, acompanhar a vida dos outros sempre me pareceu suficiente.

Agora, depois de todos esses anos, parece que a graça acabou e não vejo mais nem sentido em ser platéia alheia e muito menos formar meu próprio público. Mão acaba doendo depois de tanto bater palma e todo mundo sabe qual a hora de parar.

Escrever, ter um blog, tirar fotos para compartilhar coisas... é uma coisa legal, mas acho que cansei. Pelo menos por ora. As vezes surge uma vontade louca de fazer algo e postar na hora, e assim o faço. Mas rotina de postagem (seja em qualquer rede social ou lugar por aqui), texto toda semana, #novidades, não faz muito mais a minha praia. Sou uma pessoa chata de ser stalkeada.

O que tem feito minhas alegrias na internet - porque nem tudo são dores - é a maravilha do Goodreads. Redescobri essa rede social faz pouco e atualizei de acordo com minha memória e meu Skoob. Tempos atrás eu burramente achava que só havia as versões em inglês dos livros e me parecia um bicho difícil de lidar. Bobagem: depois que descobri como o trem funciona, foram só alegrias. Tenho adicionado e descoberto muito livro e gente legal por lá, sem falar que dá para rolar altas discussões literárias. Quem tiver, me adiciona! Me encontre em goodreads.com/ribacki.

Talvez eu esteja apenas frequentando os cantos chatos da internet, talvez eu esteja com preguiça demais de procurar algo melhor. De qualquer forma, essa pausa está fazendo um bem danado para a minha vontade de ler, que só melhora.
____
Um abraço e um café quentinho e bom para quem ler isso daqui. Boa internet para você.

Cookies de chocolate (mais ou menos integrais)

25 de janeiro de 2016

Minhas idas à cozinha representam, de alguma forma, meu instinto de sobrevivência. Não reviro as panelas, procuro ingredientes e caço receitas porque, sei lá, é uma diversão para mim, tampouco dom para a coisa toda. Agora, se você me vir fazendo qualquer coisa comidística pode ter certeza: É FOME. Sempre é fome, e ela que me move e incentiva meu ser a preencher a pança (que, aliás, ultimamente vem pedindo academia).



Em um desses chamados urgentes da minha barriga, senti a necessidade de fazer cookies. Isso, cookies, de preferência natureba, mas sabe, nem tanto. Enfim. Tempos atrás minha irmã havia também sentido o chamado da fome de cookies e pesquisou na famigerada interwebs e encontrou uma receita que parecia (é) super simples, com ingredientes que tínhamos em casa. Fez, ficou uma bosta, nas palavras da minha irmãzinha, com "gosto de aviário". Vdd.

Passado algum tempo, decidi também fazer cookies. Procurei na internet e achei exatamente a mesma receita. A que era fácil mas que nas mãos da Natalia ficou com gosto de aviário. Pois bem. Mudei o que não gostava (mel) e acrescentei o que gostava (cacau e óleo de coco). O resultado? Esse mesmíssimo da foto, lindo de olhar, lindo de comer. Uma gostosura, sem gosto de aviário, fácil de fazer e de Qualidade Comprovada™.

INGREDIENTES

  • 1 xícara (chá) de farinha (era pra ser a integral mas não tinha em casa hehe)
  • 1 xícara (chá) de aveia em flocos
  • 1 xícara (chá) de açúcar mascavo
  • 2 colheres (sopa) de óleo de côco
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 2 colheres de cacau em pó

MODO DE FAZER

Jogue tudo em uma bandeja, balde, bacia, recipiente (o que tiver na frente) e misture com as mãos. Bem sem nojinho mesmo, apesar do ovo e do óleo aí. Saem com água e sabão, então vai na fé. Misture bastante. Como é uma massa meio seca, pra fazer os cookies é preciso apertar E amassar em formato de bolinhas achatadas, até ficar do jeito que quer. Unte uma forma e coloque no forno pré-aquecido. Rende umas 30 bolachinhas. E é isso. Faça e encha a pança. BOA SORTE.

Livros para ler em 2016 #bookclub

14 de janeiro de 2016

Yay, estamos em 2016 e eu entrei num #bookclub. Já que coloquei na cabeça que esse ano será o da leitura (ano passado me dediquei mais a filmes e séries), nada melhor que estar em grupo para manter um ritmo. A proposta é simples: todo mês será selecionado um livro para ser comentado e resenhado + blogagem coletiva. O tema da blogagem desse mês é Livros Para Ler Em 2016, então aqui vai a lista:

  • Anna Kariênina - Liev Tolstói
  • Conto de Natal - Charles Dickens
  • The Raven Cycle (3) - Maggie Stiefvater
  • Harry Potter (7) - J.K. Rowling
  • O Sol é Para Todos - Harper Lee
  • 10 anos com Mafalda - Quino
  • O Segredo de Jasper Jones - Craig Silvey
  • Como eu era antes de você - Jojo Moyes
  • Os dois mundos de Astrid Jones - A. S. King
  • Mosquitolândia - David Arnold
  • Do que é feita uma garota - Caitlin Moran
  • A playlist de Hayden -Michelle Falkoff
  • Não se esqueça de Paris - Debora McKinkey
  • José e Pilar - Miguel Gonçalves Mendes
  • Bonequinha de luxo - Truman Capote
  • A sangue frio - Truman Capote
  • Rich e Mad - William Nicholson
  • Reparação - Ian McEwan
  • Corra, Abby, corra! - Jane Costello
  • A morte é legal - Jim Anotsu
  • A segunda vez que te amei - Leila Rego 

Não sou muito boa com metas. Em 2013 me propus ler 50 livros, mas cheguei ao fim do ano dando graças a Deus que consegui chegar na metade desse número. Por isso acho difícil dizer que vou ler tais e quais livros. Digamos que essa lista está mais para uma, hm, sugestão do que ler durante o ano. O que vou lendo vou riscando, mas sem me prender a necessidade de completar tudo. Provavelmente não lerei nem metade disso, provavelmente lerei livros que não estão aqui. Só espero ler bastante, seja o que for.

Eu tenho uma flor chamada Kalanchoe Blossfeldiana

11 de janeiro de 2016


Hoje fui presenteada pelo Bruno (a.k.a. mozão) com esse potinho de flor e fiquei toda felizinha. Assim, a ideia de dar/receber flores em formato de buquê acho meio meh, já que as flores logo definham e todo o dinheiro gasto vai para o ralo, então há mais formas originais de expressar carinho além dessa (por isso acho tão genial o nome do blog Não Me Mande Flores, da Camila Faria). Mas mozão não me entregou um buquê e sim um potinho de flor, algo vivo, algo a ser cuidado e que pode ficar comigo muito mais que alguns dias. ♥♥♥

Como não entendo de flor, descobri pela nota fiscal que o nome dessa planta chama kalanchoe blossfeldiana, ou então flor-da-fortuna, o que também me fez descobrir através da Wikipedia que essa é uma planta suculenta da família das Crassulaceae, tem origem africana, é resistente ao frio e fácil de cuidar.


Nunca cuidei de planta alguma além dos feijões dos primeiros anos de escola ou dos girassóis que plantava recebidos da primeira comunhão. Espero não falhar miseravelmente. Aguardem notícias.

Inventário dos bichos

8 de janeiro de 2016
Tenho tido cada vez menos vontade de escrever algo. Quero registrar, gosto do conceito e admiro quem continua com afinco esse tipo de coisa. Seja em em posts no Facebook, fotos bonitas no Instagram, reclamações triviais no Twitter, ou dessa forma mesmo, num blog. Nota-se de longe as teias de aranhas que já habitam há tempos todas as minhas redes. As coisas também não ajudam, né, já que o computador que agora uso não suporta o peso do Photoshop e assim nada pode ser editado.

Mas enfim, isso não importa.

Outro dia, num desses entre as datas festivas de fim de ano em que a preguiça toma mais conta que o normal e todo mundo se estira por aí, todos os bichos da casa se reuniram como em reunião em família e resolveram fazer pose. Não somente os gatos como também as calopsitas! Justo elas, que costumam ser mais temperamentais que os próprios felinos daqui.





Como já várias vezes citados, o gatão ruivo é o Hector e o gatinho branco é o Bebê (super original, wow). Já as calopsitas, de cá para lá, são: cinza claro = Lolita, cinza escuro = Dudu, branquinha = Clarinha.


Uma coisa que eu acho engraçada é que o Hector é SUPER caçador. Ele nasceu nos fundos de casa, como gato do mato, sem dono, e assim os instintos dele obviamente se tornaram mais aflorados que gatos de apartamento. Volta e meia ele aparece com um pássaro na boca (inclusive na manhã do dia que tirei essas fotos ele trouxe como presente um passarinho - cheguei tarde, não consegui evitar a tragédia), mas se tratando dos pássaros daqui de casa, ele nem chega perto. Diria até que tem medo. Fofos <3
 

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